O filme “Somos Tereza”, que conta a história de uma das mais importantes líderes quilombolas do Brasil, está sendo gravado em Vila Bela da Santíssima Trindade (520 km de Cuiabá). Viabilizado pelo edital Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o longa-metragem terá a renomada atriz Zezé Motta interpretando Tereza de Benguela.
“Somos Tereza” relata a história da líder quilombola a partir das mulheres vilabelenses e do imaginário delas sobre a personagem, transitando entre o documentário e o ficcional. Em cena também estarão outras mulheres da comunidade. A atriz Zezé Motta participa das gravações entre os dias 24 e 29 de março.
Berço da resistência comandada por Tereza por volta de 1700, Vila Bela da Santíssima Trindade recebe a produção do filme, que também dá destaque aos atrativos turísticos do município. Entre os locais previstos nas filmagens estão o rio Guaporé, Cânion do Jatobá, a ruína da Matriz, no centro da cidade, e outros.
Antes do início das filmagens, a produção do longa-metragem ainda promoveu oficinas culturais gratuitas para os moradores de Vila Bela. Os cursos contemplaram teatro, dança africana, percussão, tranças e iniciação ao documentário.
“Ao todo foram ofertados mais de 70 horas de minicursos durante uma semana com o envolvimento de pelo menos 100 participantes diretos e indiretos. Com isso reforçamos o compromisso com a comunidade local, garantindo que a narrativa seja construída junto de quem carrega esse legado”, destaca a diretora Danielle Bertolini.
A direção do filme é dividida também com Oz Ferreira, que junto com Danielle Bertolini ,reforça o fazer coletivo de “Somos Tereza”. Além delas, a equipe do longa é formada majoritariamente por mulheres mato-grossenses e por alguns integrantes de outros Estados do Brasil.
“Somos Tereza” é uma realização da Cumbaru Produções Artísticas e financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Cinemotion de Produção Audiovisual promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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