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Em Campo Verde, primeira-dama de MT participa das agendas em comemoração aos 36 anos do município

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participa, nesta quarta-feira (03.07), a partir das 14 horas, das inaugurações e assinaturas de ordens de serviços entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Verde (a 140 km de Cuiabá). Os eventos fazem parte das comemorações dos 36 anos de emancipação político-administrativa do município, que completa 36 anos nesta quinta-feira (04.07).

A primeira obra a ser inaugurada é a creche Cora Coralina, localizada no Residencial Santa Rosa. Em seguida, o prefeito municipal e outras autoridades entregarão as obras de revitalização asfáltica na esquina da Avenida dos Trabalhadores com a Rua do Saber. Outra obra importante é a revitalização da área de Lazer Recanto do Sol, considerada o cartão postal da cidade. A revitalização contou com a parceria do Governo do Estado e do município, com investimento de R$ 2,6 milhões.

Na oportunidade, ainda serão assinadas ordens de serviços para a construção do novo Aeroporto Municipal e da nova Delegacia de Polícia.

“Campo Verde é uma cidade nova, mas é destaque nacional em empreendimentos do agronegócio, como na produção de algodão e outros produtos. É uma cidade que muito nos orgulha. O prefeito Alexandre, a primeira-dama Rose e a equipe de gestão municipal estão de parabéns. Todas as ações que estão sendo entregues representam a transparência, o respeito e a responsabilidade que esta administração tem com a população”, destacou a primeira-dama Virginia Mendes.

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Recentemente, Virginia esteve em Campo Verde juntamente com o governador Mauro Mendes. Na oportunidade, a comitiva vistoriou obras, lançou apartamentos do Programa SER Família Habitação, idealizado por ela, e inaugurou a Escola Técnica Estadual. A primeira-dama Virginia Mendes ainda conheceu a Fábrica Incofibras.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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