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Desenvolve MT libera mais de 20 milhões em crédito nos dois primeiros meses de 2025

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A Desenvolve MT – Agência de Fomento de Mato Grosso registrou um volume histórico na concessão de crédito nos dois primeiros meses do ano. Foram liberados mais de R$20,4 milhões em financiamento para empresas de Mato Grosso. O volume de crédito liberado em 2025 foi 58,42% maior do que nos dois anos anteriores juntos, no mesmo período.

Em janeiro deste ano, foram liberados R$4,9 milhões, enquanto fevereiro registrou um volume ainda maior, alcançando R$15,5 milhões. Em 2024, um total de R$6,4 milhões foram liberados, em 2023, o total de crédito concedido nos dois primeiros meses do ano foi de R$5,5 milhões.

As linhas de crédito mais procuradas no período foram voltadas para investimentos, que permitem a ampliação e modernização dos negócios. Em seguida, a linha mulher empreendedora, que obteve grande demanda, refletindo o crescimento do protagonismo feminino no setor empresarial e o fortalecimento do apoio às empreendedoras do estado.

O crescimento expressivo reflete as estratégias de fortalecimento da atuação da Desenvolve MT, que tem ampliado o acesso ao crédito e facilitado as condições para empreendedores de diversos segmentos. A instituição segue empenhada em aprimorar seus processos internos, garantindo mais agilidade na concessão de recursos.

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Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckmann, os números comprovam o esforço interno e o impacto positivo da política de crédito da instituição na economia estadual.

“Esse volume histórico de concessão de crédito, reforça nosso compromisso em apoiar o empreendedor do nosso estado. Proporcionamos condições para que pequenos e médios negócios possam crescer, gerando mais empregos e movimentando a economia. Esse resultado também reflete os esforços do Governo de Mato Grosso em fortalecer o ambiente de negócios, garantindo acesso a recursos que impulsionam o desenvolvimento econômico e social”, destaca.

COMO CONTRATAR

A Desenvolve MT oferece diversas linhas de financiamento voltadas para empresas com sede em Mato Grosso, para pessoas físicas, como taxistas e produtores rurais. Com taxas competitivas e prazos diferenciados, a instituição segue trabalhando para expandir seu atendimento, buscando fortalecer o papel do crédito como impulsionador do desenvolvimento econômico.

Os interessados em obter crédito com a Desenvolve MT, podem acessar o site www.desenvolve.mt.gov.br ou se preferir procurar um dos pontos de atendimento para saber mais sobre as opções disponíveis e como adquirir o financiamento.

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Os atendimentos presenciais estão disponíveis na sede da Desenvolve MT, nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga e CPA I, em Cuiabá. Já em Várzea Grande o atendimento pode ser realizado no Ganha Tempo do bairro Cristo Rei.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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