MATO GROSSO

Conselho gestor cria câmara temática para implantar Plano de Desenvolvimento Florestal para o Estado

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O Conselho Gestor do Desenvolve Floresta aprovou, nesta quinta-feira (07.03), a destinação de R$ 546,3 mil em projetos e o manual prático para submissão dos projetos no programa. Também foi aprovada a criação da Câmara Temática para o desenvolvimento do Plano de Desenvolvimento Florestal para o Estado.

O presidente do Conselho, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que é necessário criar políticas públicas para estimular o aumento de florestas plantadas em Mato Grosso. Atualmente o Fundo do Desenvolve Floresta tem cerca de R$ 24 milhões.

“Acho importante utilizarmos o recurso do fundo em ações de capacitações, mas precisamos construir política pública para financiar a floresta plantada e estimular o aumento da área plantada no Estado”, disse Miranda, durante a reunião.

Para se ter uma ideia, o Estado tem 122 mil hectares de eucalipto, conforme as informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e um déficit de 182,6 mil hectares para uso para geração de biomassa nas indústrias.

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Dentre os projetos aprovados está o “Projeto Plantando o Futuro – Programa Regenera Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade”. Ele tem como objetivo incorporar conceitos relacionados à agricultura sustentável, manejo florestal sustentável, reflorestamento, agroecologia e extensão rural.

Com o investimento aprovado pelo Conselho Gestor, de R$ 177,1 mil, os conceitos serão ensinados por meio de práticas e atividades realizadas com estudantes de cinco escolas em Barra do Garças (500 km de Cuiabá), ao longo de seis meses.

Também foi aprovado R$ 369,2 mil para a realização de uma capacitação promovida pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop. O evento, que deve ocorrer em setembro, vai debater as florestas plantadas no Estado.

Já o manual de submissão de projetos foi elaborado pela equipe técnica da Sedec e servirá como orientação sobre quais documentos devem ser apresentados para pleitear recursos e os tipos de propostas que são abarcadas pelo Fundo Desenvolve Floresta.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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