Policiais militares do 4º Batalhão prenderam três homens e duas mulheres por tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo, na tarde desta quinta-feira (6.2), em Cuiabá e Várzea Grande. Na ação, a PM fechou três pontos de venda de entorpecentes gerenciados pelos suspeitos.
Com os presos, foram localizadas uma barra de maconha, 13 porções de pasta base e 127 porções de pasta base de cocaína, além de uma pistola calibre 9 mm, 20 munições do mesmo calibre, um cofre e uma quantia de R$ 15.769,00 em espécie.
A equipe policial recebeu uma denúncia de um ponto de venda de drogas em uma residência no bairro Jardim Maringá II, em Várzea Grande. Diante das informações e características informadas dos suspeitos, os policiais se deslocaram até o endereço.
No local, a equipe flagrou dois homens, que tentaram fugir para o interior da residência ao ver os policiais. Na abordagem, com um dos homens, foi encontrada uma quantia de três porções de substância análoga à pasta base.
Com o outro suspeito, localizado no interior da residência, foram encontradas mais 10 porções de pasta base, uma sacola com outras substâncias como ácido bórico e uma quantia de R$ 5 mil. Em relato aos policiais, o homem confessou possuir mais entorpecentes em sua residência e também ter um ponto de venda de drogas em Cuiabá.
Durante a abordagem, os policiais encontraram outro homem, que é proprietário do imóvel com uma substância análoga à cocaína. As equipes se deslocaram para um novo endereço, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá.
No novo local, os policiais militares localizaram uma mulher, que confessou integrar a quadrilha e estaria responsável por guardar uma pistola 9mm, além de um cofre com R$ 10.769,00. Em relato aos policiais, a mulher informou o endereço de outro ponto de venda de drogas.
Os militares foram ao endereço citado e localizaram uma mulher com 127 porções de substância análoga a cocaína, além de frascos de substâncias químicas e material para embalo.
Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.
Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.
Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.
“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.
Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.
Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.
As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.
Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).
A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).
Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.
Denúncias
Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.
Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].
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