Mais um evento da 3ª edição do projeto ‘Viva a Cena!’ será realizado neste domingo (19.05), em Cuiabá, com shows de bandas autorais mato-grossenses. Com entrada gratuita ao público, as performances serão no Malcom Pub, a partir das 17h. As apresentações também serão transmitidas ao vivo pelo canal do Youtube do projeto.
O evento tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) via emenda parlamentar. Neste domingo, estão confirmados o artista Wesli Guita e os grupos Caramel Dog e Colisão Interna. Também haverá uma apresentação da banda Imitáveis, convidada para estar no palco durante a noite. A programação inclui serviços como estúdio de tatuagem e feira de vinil.
Wesli Guita é músico e compositor, natural de Tangará da Serra. Entre seus trabalhos estão a música ‘Ascender’ e ‘Sem pressa nenhuma’. A banda Colisão Interna é de Várzea Grande e apresenta composições que aliam poesia e música. A Caramel Dog, de Cáceres, traz para suas músicas inspirações do caos urbano e da vida dos excluídos. O grupo se dedica ao som autoral desde 2020, e recentemente lançou o projeto ‘Pandemic Chaos’.
Já a banda Imitáveis acumula mais de dez anos de estrada, com mais de 600 shows pelo país. Recentemente, o grupo lançou dois clipes das músicas ‘Eu só queria conhecer seu cachorro’ e ‘Se dê’.
Ao todo, mais de 50 bandas se inscreveram para participar, sendo selecionados 12 artistas e/ou bandas para se apresentar em quatro eventos do projeto. O primeiro show foi realizado no dia 21 de abril, com participação dos artistas Velhos Jovens, Teneriff e Thiago Synger, além da banda Strauss que foi a convidada naquela data.
As datas dos próximos eventos são 23 de junho e 07 de julho, com apresentação das bandas e artistas Sandinara, Astromalta, Oráculos Delfos, Yan Alvez, Red River, Retromotor e Jamaika. Além das apresentações, ao final, os artistas participam da gravação de uma coletânea do projeto, cujo lançamento será no dia 31 de julho.
Serviço | Viva a Cena – 3ª edição
Shows de artistas autorais de MT Data: Domingo (19.05), a partir das 17h Local: Malcom Pub, em Cuiabá Mais informações: Instagram @projetovivaacena
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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