A ala pediátrica do Hospital Regional de Sinop atendeu 764 pacientes entre os meses de agosto de 2023 a janeiro de 2024. O setor pediátrico da unidade foi inaugurado há 157 dias e conta com 30 leitos, sendo 10 de Terapia Intensiva (UTI), 15 de Cuidados Intermediários (UCI) e cinco de enfermaria.
Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o alto número de atendimentos é resultado de uma gestão que tem como prioridade a eficiência do serviço prestado ao cidadão.
“Há menos de seis meses, estive com o governador Mauro Mendes na inauguração desta ala pediátrica, que era muito importante para Sinop e toda a região. Desde então, a população da região do Teles Pires pode contar com um atendimento pediátrico de excelência. Isso é fruto de um grande trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado de Saúde, que moderniza o Hospital Regional”, avaliou.
De 18 de agosto de 2023 a 31 de janeiro de 2024, a ala pediátrica do Hospital Regional de Sinop ofertou 3.470 diárias aos pacientes internados e registrou uma taxa média de ocupação de 69%.
O médico e diretor técnico da unidade, Alex Okamura, destacou que cuidar da saúde de alguém é uma arte que, além de comprometimento e dedicação, demanda qualificação técnica e responsabilidade.
“Como todas as equipes que se encontram em serviço no Hospital Regional de Sinop, a equipe da ala pediátrica está alinhada a um mesmo ideal: excelência ao cuidado do paciente. O setor apresenta dados estatísticos comprovados de baixa infecção relacionada ao cuidado e baixa mortalidade, mesmo em casos mais graves”, acrescentou.
Já o diretor-geral do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, reforçou que os bons indicadores são frutos de uma gestão responsável e preparada. “Esses números vão ao encontro com aquilo que sempre buscamos com a implantação deste serviço, que é levar um atendimento de excelência para a população. O caminho percorrido foi difícil, mas os números que temos hoje mostram que estamos no rumo certo”, concluiu.
O Hospital Regional de Sinop é referência para cerca de 30 municípios da Região Norte do Estado, que soma uma população de aproximadamente 900 mil habitantes. Além da pediatria, a unidade atende as especialidades de ortopedia, cirurgia geral, neurocirurgia, neurologia, nefrologia, urologia vascular, clínica médica, além de urgência e emergência.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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