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Intervenção deixou CDMIC sem alvará, sem sistema e sem servidores, diz nota técnica

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O Gabinete de Intervenção composto por servidores do governo estadual deixou o Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) sem sistema, sem servidores e sem alvará de funcionamento e certificado de regularidade, documentos que estão vencidos.

É o que diz uma nota técnica elaborada pelos servidores do setor e que indica problemas graves no local. Ao todo, a nota faz 10 apontamentos de falhas deixadas pelo Gabinete de Intervenção, que cumpriu decisão judicial e que, em teoria, deveria atender metas para melhoria da Saúde em Cuiabá. A Prefeitura de Cuiabá assumiu a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no dia 1 de Janeiro deste ano.

Transição inadequada

Segundo o relatório, a transição da administração da SMS para a gestão municipal não foi conduzida adequadamente. Mais de 18 servidores foram exonerados sem a devida reposição, resultando em um déficit de pelo menos 20 profissionais. Isso comprometeu severamente a eficácia operacional do CDMIC, principalmente no setor de demandas judiciais.

Licença vencida

As licenças e certidões sanitárias, essenciais para o funcionamento legal do CDMIC, estão vencidas. A falta de renovação desses documentos durante o período de intervenção coloca em risco a legalidade e a segurança das operações do centro.

Ausência de Sistema de Informação

O CDMIC está operando sem um sistema de informação para controle e gestão há mais de 20 dias. Essa lacuna na infraestrutura tecnológica não apenas dificulta o gerenciamento eficiente do estoque, mas também impede o acesso a informações cruciais para a tomada de decisões.

A vulnerabilidade e acuracidade do estoque no CDMIC estão comprometidas devido à entrada exclusiva de notas fiscais no sistema Horus, ainda em fase de teste e implementação exclusiva no centro. A ausência de fluxo operacional definido na rede municipal agrava a situação, afetando a precisão do controle de estoque e a eficiência das operações no CDMIC, já que o Horus não está integrado com o atual sistema da rede.

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Gestão comprometida

A exoneração dos gestores sem a nomeação de substitutos ou a delegação de responsabilidades para a gestão do CDMIC criou um vácuo administrativo. Esse cenário dificulta a tomada de decisões e prejudica o funcionamento eficiente do centro.

A exoneração dos servidores sem a delegação de responsabilidades para gestão continuada do CDMIC evidenciou o prejuizo as rotinas operacionais da unidade, já que à ausência de mão de obra específica para assumir tanto a coordenação das rotinas operacionais quanto a de responsabilidade Técnica (RT), ocasionou uma descontinuidade administrativa na árvore hierárquica do organograma do CDMIC.

Desalinhamento de Estoque

A ausência de um inventário formal para a transição de gestão entre o gabinete de intervenção e a gestão municipal resultou em discrepâncias significativas entre o estoque virtual e físico.

Durante a visita ao CDMIC, foi evidenciada a ausência de um inventário formalizado pela equipe de Intervenção para repassar à gestão municipal. O estoque, que inclui produtos controlados e de alto risco, possui um valor agregado significativo em mercadorias e insumos. Destaca-se a necessidade de um repasse detalhado para garantir a continuidade e eficácia no gerenciamento desses itens críticos.

Inventário Terceirizado Ineficaz

Foi contratada uma empresa terceirizada composta por profissionais sem expertise na área de medicamentos para a execução do inventário do CDMIC. O processo, que durou cerca de 120 dias, foi marcado por falhas operacionais, resultando em um inventário de baixa precisão.

Deficiências Operacionais

O CDMIC conta apenas com um profissional capacitado para operar empilhadeira, e há apenas uma empilhadeira disponível, uma redução em relação ao período anterior à intervenção, quando havia três equipamentos do tipo.

Ausência de Capacitação prévia para assunção de processos críticos

Nomeação de servidores sem experiência ou formação na área de gestão de medicamentos para assunção de funções críticas, sem prévia capacitação necessária para esses profissionais.

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Segundo o relatório, não houve um planejamento técnico adequado com capacitação prevista aos técnicos designados para o CDMIC, já que os servidores designados para a unidade não são formados ou têm experiência ou expertise na área de farmácia.

Falha na Implementação do Hórus

O processo de implementação do sistema Hórus foi iniciado de forma inadequada e abandonado, sem uma transição efetiva após nove meses de intervenção.

A fragilidade na implementação do sistema Horus na SMS de Cuiabá até o momento, com conhecimento limitado ao CDMIC em fase de teste, evidencia a falta de um planejamento adequado para a expansão dos testes na rede, bem como a ausência de uma transição estruturada do processo. Essa lacuna aponta para a necessidade urgente de um planejamento mais abrangente e coordenado para garantir uma implementação eficaz e integrada do sistema em toda a Secretaria Municipal de Saúde.

Falta de Padronização e Capacidade Técnica

Não existe uma padronização efetiva de medicamentos, e a falta de indicadores de gestão e capacidade técnica é uma realidade, especialmente na atenção básica, onde a presença do profissional farmacêutico é escassa.

A padronização efetiva dos medicamentos revelou-se uma lacuna significativa durante a visita técnica, uma vez que foi evidenciada a inclusão de vários medicamentos sem estudos técnicos sobre a viabilidade de custeio operacional e sem análise do impacto financeiro na REMUME. Essa falta de critérios técnico-financeiros aponta para a necessidade de estabelecer processos mais rigorosos e analíticos na seleção e inclusão de medicamentos, visando otimizar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade financeira.

Leia aqui a nota técnica completa

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fiscais da Prefeitura participam de capacitação para endurecer combate a fios soltos em Cuiabá

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Com foco no fortalecimento da fiscalização e no cumprimento rigoroso da legislação municipal, fiscais da Secretaria de Ordem Pública participaram, nesta quarta-feira (15), de uma capacitação técnica voltada ao ordenamento da fiação aérea em Cuiabá. O treinamento foi conduzido pela concessionária Energisa e teve como base a Lei 484/2020, atualizada pela Lei 599/2026, que estabelece regras mais rígidas para a ocupação de postes por empresas de telecomunicações.

A iniciativa busca alinhar procedimentos, esclarecer pontos técnicos e intensificar o combate aos cabos irregulares espalhados pela cidade. De acordo com o secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da Sorp, Robson Pereira dos Santos, o momento foi essencial para padronizar as ações e avançar nas estratégias conjuntas.

“Os fiscais receberam instruções sobre normas técnicas e alturas mínimas de segurança para evitar acidentes com veículos e pedestres. A integração é necessária para traçar planos eficientes de retirada dos cabos que geram insegurança e poluição visual na cidade”, destacou Robson.

O trabalho integrado já resultou na retirada de mais de 10 toneladas de fios, sendo oito apenas neste trimestre. A força-tarefa integra a Operação Telefone Sem Fio, inserida no Programa Municipal de Ordenamento da Fiação Aérea, que reúne ações de monitoramento, fiscalização e reorganização da rede urbana.

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As operações foram intensificadas no ano passado. A primeira etapa ocorreu em novembro, na Avenida das Palmeiras, no bairro Recanto dos Pássaros, com a retirada de mais de duas toneladas de cabos. Na sequência, a mobilização alcançou a região central, na Avenida Isaac Póvoas, ampliando o alcance da reorganização da rede.

A terceira edição será realizada neste domingo, na Avenida dos Trabalhadores. O cronograma prevê ainda intervenções em maio em outras vias da capital. Em junho e julho, a fiscalização será reforçada nas ruas Comandante Costa e Dom Bosco, todas consideradas vias de grande circulação.

O supervisor de infraestrutura da Energisa, Leonardo Lira, ressaltou que a regularização da rede é contínua. “Nós temos equipes focadas somente em regularização, equipes que só atuam nessa frente de trabalho. Esse trabalho é um trabalho diário e ocorre também nos mutirões”, afirmou.

A população pode registrar denúncias por meio do Portal Sorp, disponível no endereço https://www.sorp.cuiaba.mt.gov.br. Pelo sistema, é possível formalizar a ocorrência com fotos e localização, além de acompanhar todas as etapas do atendimento.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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