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Várzea Grande garante investimento de R$ 3,1 milhões para ampliar atendimento em saúde mental

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A saúde pública de Mato Grosso recebeu um importante reforço neste mês de abril. O Ministério da Saúde destinou R$ 25,2 milhões para fortalecer a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em 11 municípios do estado. Entre as cidades contempladas está Várzea Grande, segundo maior município mato-grossense, com mais de 300 mil habitantes.

O recurso integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC Saúde) e foi oficializado durante ato promovido pela Superintendência do Ministério da Saúde em Mato Grosso, com a assinatura das Ordens de Serviço para o início das obras.

Para Várzea Grande, o destaque é a construção de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de porte III, no valor de R$ 3,1 milhões. A nova unidade será implantada no bairro Furtado de Minas, nas proximidades do bairro Capão Grande, a cerca de 1 km do Pronto-Socorro Municipal, em uma área estratégica para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde mental.

Com área construída de aproximadamente 635 m², a unidade terá funcionamento 24 horas e será voltada ao atendimento integral de pacientes em sofrimento psíquico. A previsão é de que a obra seja concluída em até 10 meses.

A prefeita Flávia Moretti destacou o momento como um avanço importante para a saúde do município. “É uma alegria muito grande, em pouco tempo de gestão, conseguir viabilizar mais uma obra importante para Várzea Grande. Temos trabalhado com dedicação para destravar projetos que estavam parados há anos. Conseguimos avançar com a tão sonhada maternidade, com o Centro de Reabilitação e agora com o CAPS III, que é uma necessidade urgente da nossa população”, afirmou.

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A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, enfatizou a importância do investimento para a área de saúde mental. “O CAPS III representa um avanço significativo, porque permitirá atendimento 24 horas, com acolhimento integral aos pacientes. É um espaço preparado para cuidar, tratar e acompanhar pessoas em sofrimento psíquico, com uma equipe qualificada e estrutura adequada”, destacou.

Para a superintendente da Atenção Secundária, Sônia Nabarrete, a nova unidade marca um novo momento para o município. “É um marco na saúde mental de Várzea Grande. Teremos um atendimento contínuo, dia e noite, garantindo acolhimento humanizado. Hoje, nossos CAPS funcionam em imóveis alugados, o que gera custos elevados. A construção de uma unidade própria representa não só economia, mas principalmente mais dignidade no atendimento aos pacientes, que precisam de cuidado e atenção diferenciados”, afirmou.

A implantação do CAPS III reforça o compromisso da gestão municipal com a ampliação da rede de saúde e, especialmente, com o cuidado em saúde mental, garantindo mais acesso, qualidade e humanização no atendimento à população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lucas do Rio Verde

Rede municipal de Lucas do Rio Verde adota psicomotricidade como aliada no desenvolvimento de alunos atípicos

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Promover uma educação cada vez mais qualificada e inclusiva para as crianças atípicas é um dos compromissos da gestão municipal de Lucas do Rio Verde. Nesse sentido, a Secretaria de Educação, por meio do Centro de Formação, promoveu, nesta sexta-feira (21), um encontro formativo com professores e coordenadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de ensino. Realizado em parceria com a FTD Educação e com a academia de psicomotricidade Stimulus, o evento teve como tema o manejo, a mediação e a aprendizagem no AEE.

“Esse movimento é muito importante para as nossas escolas porque, hoje, a demanda de crianças com Transtorno do Espectro Autista é crescente nas unidades escolares, e precisamos ter o entendimento do quanto a psicomotricidade pode nos ajudar no manejo e no direcionamento dessas crianças, especialmente em momentos de crise e desregulação emocional”, destacou a assessora pedagógica da Educação Especial, Cristiane Garcia.

A psicomotricidade é uma ciência que estuda e fomenta a relação entre o corpo, o movimento, a mente e as emoções. Ela integra aspectos motores, cognitivos e afetivos para promover o desenvolvimento global, o bem-estar e a aprendizagem em todas as fases da vida.

“O desenvolvimento da criança se baseia, primeiro, no corpo e na mente. Os dois têm que estar interligados. E, na grande maioria das escolas, não é feita essa ligação, o que acaba atrapalhando o próprio desenvolvimento infantil ao longo dos anos, bem como a socialização”, afirmou o educador físico e psicomotricista Leonardo Martins.

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(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“Hoje, estamos orientando esses profissionais a observarem o que a criança já consegue fazer e a pensar sempre num passinho a mais. Porque a própria sociedade, quando olha para as crianças com deficiência, acha que elas não são tão capazes. E elas têm uma capacidade muito grande, mas que está escondida. Então, viemos mostrar a esses professores como pensar estratégias para fazer com que elas evoluam e alcancem o seu potencial”, completou.

Durante a programação também foi abordada a nutrição como aliada ao manejo dos estudantes atípicos. De acordo com a nutricionista Sara Zagata, a alimentação possui uma grande influência no comportamento infantil. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, por exemplo, pode contribuir para o aumento da hiperatividade.

“O meu papel como nutricionista é trazer esse olhar para a alimentação, não só para os casos de seletividade alimentar, mas também para a qualidade dos alimentos consumidos. O nosso objetivo aqui é trazer essas informações para os profissionais da educação para que eles possam transmitir para as famílias. E a partir disso, tornar a alimentação mais adequada e, consequentemente, reduzir os comportamentos disruptivos e ter um manejo melhor dessa criança.”, destacou Sara Zagata.

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Professora da Escola Érico Veríssimo, Silmara Primon é uma dos 38 profissionais que estavam participando da capacitação. Para ela, muitos dos conhecimentos compartilhados irão auxiliar no seu dia a dia na escola.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“A formação está sendo muito proveitosa, especialmente porque está tratando do manejo dentro de sala de aula. Então, estamos aprendendo como adaptar materiais pedagógicos, como chegar na criança, como falar o ‘não’ e o ‘sim’. E também ajudará muito na aplicação da psicomotricidade, no desenvolvimento da lateralidade e na consciência corporal da criança, porque tudo isso impacta na aprendizagem e na autonomia dela, além do manejo em momentos de crises e birras”, relatou.

Mais do que ampliar conhecimentos, a formação reforça que cada criança tem potencial para aprender e se desenvolver. Com estratégias, olhar atento e trabalho conjunto, a Secretaria de Educação busca transformar esse potencial em novas possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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