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Várzea Grande finaliza recolhimento de vacinas do Butantan em menos de 24 horas

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande finalizou, na manhã desta quarta-feira (10), o recolhimento das vacinas contra a dengue com o imunizante Butantan-DV, atendendo à determinação do Ministério da Saúde (MS), que suspendeu temporariamente a aplicação das doses. Todo o trabalho foi concluído em menos de 24 horas.

A logística reversa teve início na segunda-feira (9) e resultou no retorno de pouco mais de 80 doses à Rede de Frios do município, onde permanecerão armazenadas até que o Ministério da Saúde divulgue novas diretrizes sobre o imunizante.

O responsável pela Rede de Frios do município e superintendente de Vigilância em Saúde, José Carlos Valadares, explicou que as doses e os diluentes estão acondicionados em uma conservadora exclusiva, mantidos em condições adequadas de refrigeração, sob rigoroso controle de conservação e monitoramento.

“Não sabemos ainda qual será o próximo passo do Ministério em relação ao imunizante do Butantan. Se a recomendação for o descarte, seguiremos a normativa. Se a orientação for devolver as doses às nossas 25 unidades de saúde, elas estarão em perfeitas condições para utilização. É um procedimento técnico e preventivo que garante a segurança do processo de imunização”, afirmou.

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No município, a vacina foi destinada exclusivamente aos profissionais da saúde. Em fevereiro deste ano, Várzea Grande recebeu 510 doses enviadas pelo Ministério da Saúde e, já no dia seguinte ao recebimento, os imunizantes foram distribuídos para a rede municipal, conforme os critérios estabelecidos pelo programa federal. Entre o fim de fevereiro e o início de março, foram aplicadas 426 doses no público-alvo.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou que a medida anunciada pelo Ministério da Saúde é preventiva e que o município agiu rapidamente para cumprir a determinação.

“Nossas equipes atenderam prontamente à medida, separaram as doses nas unidades e, em menos de 24 horas, recolhemos todos os imunizantes do Butantan”, ressaltou.

A gestora também informou que não houve qualquer relato ou notificação de efeitos adversos relacionados à aplicação da vacina entre os profissionais de saúde de Várzea Grande. Ainda assim, as equipes permanecem orientadas a monitorar possíveis reações e prestar assistência sempre que necessário.

Qdenga segue disponível

Valéria Nogueira esclareceu ainda que a suspensão não afeta a vacina Qdenga, que continua disponível nas unidades de saúde para o público contemplado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

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“A Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, continua sendo aplicada normalmente, mantendo sua eficácia, segurança e respaldo dos órgãos reguladores. Não houve qualquer alteração nas recomendações para esse imunizante, que permanece disponível para o público-alvo em nossas unidades de saúde. Nossa população pode ficar tranquila, pois toda a rede está atenta, acompanhando as orientações técnicas e preparada para prestar qualquer atendimento necessário”, afirmou.

Suspensão temporária

O Ministério da Saúde informou que a suspensão temporária da Butantan-DV foi adotada após o registro de eventos adversos graves que estão sendo investigados pelas autoridades sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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