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Assinado acordo que põe fim a embargo ambiental do Assentamento Jonas Pinheiro

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Documento foi protocolado nesta terça-feira (07), na sede da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília

Os moradores do Assentamento Jonas Pinheiro, em Sorriso, já podem se programar para acessar recursos do Governo Federal a fim de custear a produção agrícola. Entre as linhas de financiamento disponíveis destaca-se o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O sinal positivo foi dado, nesta terça-feira (07), pelo secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa), Marlon Zanella, durante a assinatura do Termo de Conciliação que encerra o imbróglio jurídico referente ao embargo ambiental da área onde vivem cerca de 400 famílias de pequenos agricultores.

“Essa data representa um marco histórico para a agricultura familiar de Sorriso. Um acordo que vem para trazer dignidade aos que vivem e dependem desse solo fértil, bem como a dedicação de todos os integrantes do grupo de trabalho Pró-desembargo do Assentamento Jonas Pinheiro”, comemorou o gestor.

O documento foi protocolado, ainda na terça-feira, na sede da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília. Acompanharam o ato, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira e pelos presidentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Fernando Schiavon Aldrighin.

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“Já somos referência em agricultura de larga escala, agora estamos caminhando para nos tornarmos também uma referência em políticas públicas voltadas ao pequeno produtor rural. Se falássemos isso há alguns anos atrás, é bem provável que a maioria das pessoas desacreditassem. Fomos persistentes, Fomos dedicamos a agora estamos colhendo os frutos desse trabalho”, completa o prefeito Ari Lafin.

O acordo prevê que o Ibama suspenda o embargo do assentamento a partir da implantação, pelos assentados, de um projeto de regularização ambiental elaborado pela Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente (Pronaclima) em cooperação com a CCAF que prevê, entre outras medidas, a recuperação de 20% da vegetação suprimida. Já ao Incra caberá a inscrição do assentamento no Cadastro Ambiental Rural.

Exemplo de sustentabilidade

“O replantio do que foi desmatado também servirá de modelo para que os assentamentos sejam exemplos de sustentabilidade e de preservação ambiental. Essas medidas vão garantir segurança jurídica para que as famílias produzam com tranquilidade e com dignidade, assinalou o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a assinatura do acordo. “É só o começo. Escolhemos o Assentamento Jonas Pinheiro para ser vanguarda de um novo padrão para resolver os embargos ambientais e devolver dignidade às famílias”, acrescentou.

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O ministro Paulo Teixeira ressaltou a importância da participação da AGU na conciliação. “A AGU foi a nossa parceira e temos que reconhecer que o trabalho incansável do Jorge Messias, em conjunto com o MDA, Ibama e Incra, abriu a possiblidade de replicar o acordo em vários assentamentos, que serão referência na proteção ambiental. E essa nova visão da AGU vai ajudar o Brasil a enfrentar a crise climática”, afirmou Paulo Teixeira.

O presidente do Incra também destacou a relevância do acordo. “É fundamental o passo que estamos dando hoje. Chegamos a um modelo em um assentamento, mas são mais de 1,3 mil assentamentos com problemas ambientais no país e nós vamos trabalhar de forma conjunta, Incra e Ibama com a AGU nos ajudando, para a gente proporcionar a regularização ambiental desses assentamentos. São mais de 300 mil famílias em assentamentos que esperam essa ação”, concluiu César Schiavon.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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