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Prazo final se aproxima: ex-funcionários da Locar têm até quarta (25) para aderir a acordo trabalhista

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Ex-empregados da Locar Saneamento Ambiental ainda têm até esta quarta-feira (25) para aderir ao acordo de conciliação que garante o pagamento de verbas trabalhistas após o encerramento do contrato da empresa com o município de Várzea Grande. A data antecede a audiência final das negociações, marcada para quinta-feira (26), quando a Justiça do Trabalho deve deliberar sobre os casos pendentes.

O mutirão de audiências, conduzido no Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc), em Cuiabá, reuniu cerca de 100 trabalhadores ao longo da semana. As sessões envolvem a empresa, o município e os sindicatos das categorias, com foco na quitação das verbas rescisórias de forma negociada e mais ágil.

A juíza coordenadora, Caroline Marchi, destacou que o processo foi estruturado para garantir segurança e respeito aos trabalhadores. “As audiências foram organizadas para valorizar esses profissionais, considerando o impacto da rescisão na vida das famílias. É importante reforçar que se trata de uma proposta, e ninguém é obrigado a aceitar”, afirmou.

As negociações começaram após o fim da prestação dos serviços de limpeza urbana, no início de fevereiro, e vêm sendo conduzidas de forma individualizada. Cada trabalhador recebe orientações detalhadas antes de decidir pela adesão. “O objetivo é assegurar que todos tenham pleno conhecimento da proposta e possam decidir com tranquilidade se desejam encerrar a situação por meio do acordo”, explicou o juiz Cleberston Gracco.

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Segundo o procurador adjunto do município, Juliano de Souza, os resultados já são significativos. “Iniciamos com os motoristas, com cerca de 40 acordos homologados, e agora avançamos com os garis. São aproximadamente 20 audiências por dia, sempre garantindo que os trabalhadores possam avaliar os valores antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente do sindicato da categoria, Adauto Muniz, ressaltou a alta adesão ao mutirão. “A união entre prefeitura, Justiça, sindicato e empresa tem sido fundamental. Os trabalhadores estão sendo ouvidos com respeito e segurança, e a adesão tem girado em torno de 98% entre os participantes”, pontuou.

Os acordos incluem todas as verbas rescisórias, como saldo de salário, aviso prévio, férias, 13º proporcional e FGTS com multa de 40%, além de uma indenização adicional que pode chegar a R$ 7 mil, conforme o tempo de serviço. Também está previsto o pagamento de uma entrada e o parcelamento do restante.

Para viabilizar os pagamentos, o município se comprometeu a destinar até R$ 6 milhões, valor referente a créditos da empresa, com repasses feitos diretamente aos trabalhadores conforme cronograma definido no acordo.

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Como medida, a empresa também assumiu o compromisso de fornecer cestas básicas — ou o valor equivalente — por três meses aos trabalhadores que não foram recontratados. Aqueles que já conseguiram novo emprego terão direito a uma unidade mensal.

Os interessados em aderir devem procurar o Cejusc, no Fórum Trabalhista de Cuiabá, ou buscar orientação junto aos sindicatos da categoria. Já os trabalhadores que optarem por não aceitar a proposta terão seus casos analisados posteriormente pela Justiça do Trabalho.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lucas do Rio Verde

Profissionais da rede municipal participam de capacitação sobre psicomotricidade como aliada no desenvolvimento de alunos atípicos

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Promover uma educação cada vez mais qualificada e inclusiva para as crianças atípicas é um dos compromissos da gestão municipal de Lucas do Rio Verde. Nesse sentido, a Secretaria de Educação, por meio do Centro de Formação, promoveu, nesta sexta-feira (21), um encontro formativo com professores e coordenadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de ensino. Realizado em parceria com a FTD Educação e com a academia de psicomotricidade Stimulus, o evento teve como tema o manejo, a mediação e a aprendizagem no AEE.

“Esse movimento é muito importante para as nossas escolas porque, hoje, a demanda de crianças com Transtorno do Espectro Autista é crescente nas unidades escolares, e precisamos ter o entendimento do quanto a psicomotricidade pode nos ajudar no manejo e no direcionamento dessas crianças, especialmente em momentos de crise e desregulação emocional”, destacou a assessora pedagógica da Educação Especial, Cristiane Garcia.

A psicomotricidade é uma ciência que estuda e fomenta a relação entre o corpo, o movimento, a mente e as emoções. Ela integra aspectos motores, cognitivos e afetivos para promover o desenvolvimento global, o bem-estar e a aprendizagem em todas as fases da vida.

“O desenvolvimento da criança se baseia, primeiro, no corpo e na mente. Os dois têm que estar interligados. E, na grande maioria das escolas, não é feita essa ligação, o que acaba atrapalhando o próprio desenvolvimento infantil ao longo dos anos, bem como a socialização”, afirmou o educador físico e psicomotricista Leonardo Martins.

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(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“Hoje, estamos orientando esses profissionais a observarem o que a criança já consegue fazer e a pensar sempre num passinho a mais. Porque a própria sociedade, quando olha para as crianças com deficiência, acha que elas não são tão capazes. E elas têm uma capacidade muito grande, mas que está escondida. Então, viemos mostrar a esses professores como pensar estratégias para fazer com que elas evoluam e alcancem o seu potencial”, completou.

Durante a programação também foi abordada a nutrição como aliada ao manejo dos estudantes atípicos. De acordo com a nutricionista Sara Zagata, a alimentação possui uma grande influência no comportamento infantil. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, por exemplo, pode contribuir para o aumento da hiperatividade.

“O meu papel como nutricionista é trazer esse olhar para a alimentação, não só para os casos de seletividade alimentar, mas também para a qualidade dos alimentos consumidos. O nosso objetivo aqui é trazer essas informações para os profissionais da educação para que eles possam transmitir para as famílias. E a partir disso, tornar a alimentação mais adequada e, consequentemente, reduzir os comportamentos disruptivos e ter um manejo melhor dessa criança.”, destacou Sara Zagata.

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Professora da Escola Érico Veríssimo, Silmara Primon é uma dos 38 profissionais que estavam participando da capacitação. Para ela, muitos dos conhecimentos compartilhados irão auxiliar no seu dia a dia na escola.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“A formação está sendo muito proveitosa, especialmente porque está tratando do manejo dentro de sala de aula. Então, estamos aprendendo como adaptar materiais pedagógicos, como chegar na criança, como falar o ‘não’ e o ‘sim’. E também ajudará muito na aplicação da psicomotricidade, no desenvolvimento da lateralidade e na consciência corporal da criança, porque tudo isso impacta na aprendizagem e na autonomia dela, além do manejo em momentos de crises e birras”, relatou.

Mais do que ampliar conhecimentos, a formação reforça que cada criança tem potencial para aprender e se desenvolver. Com estratégias, olhar atento e trabalho conjunto, a Secretaria de Educação busca transformar esse potencial em novas possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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