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Moradora celebra obra de drenagem que busca reduzir alagamentos no bairro Joaquim Curvo

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A Secretaria Municipal de Viação e Obras está executando obras de drenagem com o objetivo de reduzir os impactos dos alagamentos na região do bairro Joaquim Curvo. A intervenção é motivo de esperança para os moradores, que convivem há anos com os transtornos provocados pelo excesso de água durante o período chuvoso.

Moradora há 20 anos da Rua Angola, no cruzamento com a Rua Cuiabá, a comerciante Nete Silva conta que sofre constantemente com os alagamentos e acredita que a obra deverá trazer impactos positivos para a região.

Ela também relata que é comum encontrar, além de sacolas, garrafas PET e outros tipos de lixo, móveis como sofás e camas descartados irregularmente às margens do córrego.

“Estou com esperanças de que este problema seja resolvido. Nossa região sofre muito na época da chuva. Que Deus abençoe a Prefeitura para que alivie os impactos deste problema”, disse.

Com investimento de R$ 1.597.357,04 em recursos próprios do município, a obra é executada por uma empresa da construção civil contratada por meio de licitação pública. A intervenção prevê a implantação de drenagem e pavimentação asfáltica em pelo menos cinco ruas da região, com prazo de conclusão de até 180 dias.

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As vias que receberão os serviços de drenagem e pavimentação asfáltica são as ruas S/D, Rondonópolis, Cuiabá, J.A. Curvo e Argentina.

Segundo o secretário de Viação e Obras, Celso Pereira, a intervenção deverá melhorar o escoamento da água e proporcionar mais segurança aos moradores.

“Sem uma drenagem adequada, essa região, que é de várzea, acaba recebendo água de outros pontos e sofre com alagamentos. O município está fazendo sua parte, realizando a obra, mas também devemos contar com a colaboração da população no descarte adequado do lixo, pois esses resíduos vão para o sistema de drenagem, provocam obstruções e podem exigir novos serviços de limpeza e manutenção. É um custo para os cofres públicos e, principalmente, um problema que prejudica a própria população”, destacou.

Denúncias

A população de Várzea Grande pode denunciar o descarte irregular de lixo, que contribui para o entupimento de bueiros e córregos e aumenta o risco de alagamentos, por diferentes canais disponibilizados pela Prefeitura.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone da Guarda Municipal, pelo número 153; pela Ouvidoria, no 0800 647 4142; pelo WhatsApp, no (65) 98472-3140; pela Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, no (65) 3688-8034; ou ainda pela Fiscalização Ambiental da SEMMADRS, pelos telefones (65) 3688-8009 e (65) 9 8464-7809.

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Também é possível registrar a ocorrência pela plataforma on-line Fala.BR.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Biblioteca Pública de Várzea Grande inaugura Afroteca para valorizar memória e produção intelectual negra

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A Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda, em Várzea Grande, passa a contar, a partir desta quinta-feira (10), com a Afroteca, uma coleção especializada dedicada à preservação, organização e valorização da história, da cultura, da memória e da produção intelectual negra. O espaço foi apresentado durante evento realizado na tarde desta quinta-feira (10) e representa um novo passo na democratização do acesso à informação e no fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no município.

Mais do que uma coleção de livros sobre racismo, a Afroteca nasce como um espaço de memória, conhecimento e reparação histórica. O acervo é separado da coleção geral da biblioteca e reúne materiais que permitem ao público conhecer diferentes aspectos da trajetória da população negra no Brasil e no mundo.

A coleção está organizada em três frentes. A primeira é dedicada à produção afro-brasileira e africana, com livros sobre a história da África, a diáspora africana e o período pós-abolição, religiões de matriz africana, literatura negra brasileira e biografias de personalidades negras.

A segunda reúne a produção intelectual negra, com obras escritas por autoras e autores negros, além de teses, dissertações, zines, cordéis e produções da literatura periférica. Já a terceira frente é voltada à memória e às raridades, reunindo documentos, fotografias, jornais antigos da imprensa negra, discos de vinil e outros materiais que ajudam a preservar registros históricos.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a criação da Afroteca fortalece o papel da biblioteca como espaço de conhecimento, inclusão e construção da cidadania.

“A Afroteca amplia o acesso ao conhecimento e valoriza uma história que precisa ser conhecida por todos. É um acervo que preserva memória, fortalece a identidade e ajuda a construir uma sociedade mais consciente e respeitosa”, destaca Maria Fernanda.

A superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressalta que a construção da Afroteca representa um processo coletivo e reforça o compromisso de Várzea Grande com a valorização da cultura negra.

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“Esse acervo é fruto de uma construção coletiva e nasce com a missão de dar visibilidade à produção e à memória negra. A biblioteca passa a ser também um lugar de encontro com essa história, para que ela seja conhecida, valorizada e preservada”, afirma Luh Arruda.

A construção da coleção também contou com a participação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG). Segundo a presidente do Conselho, Janaína Hellwich, o reconhecimento da importância do acervo começou dentro do próprio Conselho, em diálogo com os conselheiros, com destaque para a atuação da professora Rosana, e avançou por meio da parceria com a Superintendência de Cultura.

“O primeiro passo foi abrir a Afroteca. Agora, precisamos fazer esse conhecimento chegar às escolas e à sociedade, atraindo pessoas negras e não negras para conhecer essa história e contribuir para romper preconceitos”, pontua Janaína.

O bibliotecário Odiley Santiago, que participa da organização e da construção do acervo, destaca que a Afroteca foi pensada para ser um espaço vivo de pesquisa, leitura e descoberta.

“A Afroteca não é apenas uma estante temática. É um acervo especializado que reúne diferentes formas de conhecimento e memória negra, permitindo que o público encontre autores, histórias e registros que muitas vezes não estão presentes nos acervos tradicionais”, explica Odiley.

A partir desta quinta-feira, o acervo está disponível para consulta da população negra e de todos os moradores que tenham interesse em conhecer, pesquisar e se aprofundar na história, na cultura e na produção intelectual da população negra.

A proposta é que a Afroteca também se consolide como ferramenta de apoio às escolas e às ações previstas na Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, contribuindo para ampliar o acesso a conteúdos e referências que valorizem a diversidade e a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.

Com a abertura do espaço, a Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda amplia seu papel como guardiã da memória e transforma o conhecimento em instrumento de valorização, pertencimento e combate ao preconceito, aproximando a população de uma história que pertence a toda a sociedade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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