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Dívidas herdadas de R$ 72,6 milhões impactam orçamento atual de Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária, informou que os valores referentes a restos a pagar inscritos em 2025 e os impactos financeiros causados pelos pagamentos são resultado de dívidas herdadas de exercícios anteriores.

Conforme a Secretaria, o Município registrou R$ 113,7 milhões em restos a pagar não processados no exercício de 2025. Esse tipo de despesa refere-se a valores empenhados — ou seja, reservados no orçamento —, mas cujos serviços ou obras ainda não haviam sido concluídos até o encerramento do exercício financeiro.

Do total, R$ 99,5 milhões pertencem à Prefeitura Municipal, R$ 12,5 milhões ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) e R$ 1,6 milhão à Câmara Municipal.

Outro ponto destacado pela gestão municipal refere-se às chamadas Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), que são despesas de anos anteriores não quitadas no período correto e que precisaram ser pagas pela atual administração. Em 2025, foram desembolsados R$ 33,5 milhões nessa modalidade.

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Somando os pagamentos de restos a pagar antigos e as despesas de exercícios anteriores, a Prefeitura informa que a atual gestão assumiu R$ 72,6 milhões em compromissos financeiros herdados de anos anteriores.

A atual administração desembolsou, somente em 2025, R$ 39,1 milhões para quitar restos a pagar deixados por exercícios anteriores. Desse montante, R$ 32,1 milhões correspondem a restos a pagar não processados e R$ 7 milhões a restos a pagar processados.

O relatório também aponta que o total de restos a pagar inscritos pela Prefeitura em 2025 chegou a R$ 110,2 milhões, sendo R$ 10,6 milhões em restos a pagar processados — quando o serviço já foi executado e a dívida reconhecida oficialmente — e R$ 99,5 milhões em restos a pagar não processados.

A Prefeitura explica que esses pagamentos tiveram impacto direto no orçamento municipal. De acordo com o levantamento técnico, caso o Município não tivesse utilizado recursos atuais para quitar dívidas antigas, o valor dos restos a pagar não processados em 2025 seria cerca de 40% menor, ficando em aproximadamente R$ 60,3 milhões.

Ainda conforme os dados apresentados, em 2026 a Prefeitura já efetuou o pagamento de R$ 27 milhões em restos a pagar, reduzindo o saldo atual para R$ 54,4 milhões. A pasta reforça que, sem o pagamento dessas obrigações antigas, o valor estimado de restos a pagar não processados em 2025 seria de aproximadamente R$ 26,8 milhões.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lucas do Rio Verde

Profissionais da rede municipal participam de capacitação sobre psicomotricidade como aliada no desenvolvimento de alunos atípicos

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Promover uma educação cada vez mais qualificada e inclusiva para as crianças atípicas é um dos compromissos da gestão municipal de Lucas do Rio Verde. Nesse sentido, a Secretaria de Educação, por meio do Centro de Formação, promoveu, nesta sexta-feira (21), um encontro formativo com professores e coordenadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de ensino. Realizado em parceria com a FTD Educação e com a academia de psicomotricidade Stimulus, o evento teve como tema o manejo, a mediação e a aprendizagem no AEE.

“Esse movimento é muito importante para as nossas escolas porque, hoje, a demanda de crianças com Transtorno do Espectro Autista é crescente nas unidades escolares, e precisamos ter o entendimento do quanto a psicomotricidade pode nos ajudar no manejo e no direcionamento dessas crianças, especialmente em momentos de crise e desregulação emocional”, destacou a assessora pedagógica da Educação Especial, Cristiane Garcia.

A psicomotricidade é uma ciência que estuda e fomenta a relação entre o corpo, o movimento, a mente e as emoções. Ela integra aspectos motores, cognitivos e afetivos para promover o desenvolvimento global, o bem-estar e a aprendizagem em todas as fases da vida.

“O desenvolvimento da criança se baseia, primeiro, no corpo e na mente. Os dois têm que estar interligados. E, na grande maioria das escolas, não é feita essa ligação, o que acaba atrapalhando o próprio desenvolvimento infantil ao longo dos anos, bem como a socialização”, afirmou o educador físico e psicomotricista Leonardo Martins.

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(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“Hoje, estamos orientando esses profissionais a observarem o que a criança já consegue fazer e a pensar sempre num passinho a mais. Porque a própria sociedade, quando olha para as crianças com deficiência, acha que elas não são tão capazes. E elas têm uma capacidade muito grande, mas que está escondida. Então, viemos mostrar a esses professores como pensar estratégias para fazer com que elas evoluam e alcancem o seu potencial”, completou.

Durante a programação também foi abordada a nutrição como aliada ao manejo dos estudantes atípicos. De acordo com a nutricionista Sara Zagata, a alimentação possui uma grande influência no comportamento infantil. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, por exemplo, pode contribuir para o aumento da hiperatividade.

“O meu papel como nutricionista é trazer esse olhar para a alimentação, não só para os casos de seletividade alimentar, mas também para a qualidade dos alimentos consumidos. O nosso objetivo aqui é trazer essas informações para os profissionais da educação para que eles possam transmitir para as famílias. E a partir disso, tornar a alimentação mais adequada e, consequentemente, reduzir os comportamentos disruptivos e ter um manejo melhor dessa criança.”, destacou Sara Zagata.

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Professora da Escola Érico Veríssimo, Silmara Primon é uma dos 38 profissionais que estavam participando da capacitação. Para ela, muitos dos conhecimentos compartilhados irão auxiliar no seu dia a dia na escola.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

“A formação está sendo muito proveitosa, especialmente porque está tratando do manejo dentro de sala de aula. Então, estamos aprendendo como adaptar materiais pedagógicos, como chegar na criança, como falar o ‘não’ e o ‘sim’. E também ajudará muito na aplicação da psicomotricidade, no desenvolvimento da lateralidade e na consciência corporal da criança, porque tudo isso impacta na aprendizagem e na autonomia dela, além do manejo em momentos de crises e birras”, relatou.

Mais do que ampliar conhecimentos, a formação reforça que cada criança tem potencial para aprender e se desenvolver. Com estratégias, olhar atento e trabalho conjunto, a Secretaria de Educação busca transformar esse potencial em novas possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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