AGRONEGÓCIO

Pesquisa da Universidade de Goiás, mostra os efeitos nocivos dos agrotóxicos na saúde dos trabalhadores rurais

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Uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) expôs os efeitos nocivos dos agrotóxicos na saúde dos trabalhadores rurais do estado. Goiás é o terceiro maior consumidor desses produtos no Brasil, país líder mundial no uso de veneno nas lavouras.

No último ano, o estado registrou 480 casos de intoxicação por agrotóxicos, um número alarmante que alerta para os riscos não só à saúde humana, mas também ao meio ambiente.

O estudo da UFG acompanhou o tratamento de pacientes no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia, e avaliou os prontuários médicos de 1.453 pessoas entre 2010 e 2021.

Segundo Daniela de Melo e Silva, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UFG, a análise revelou um quadro alarmante: “A maioria desses trabalhadores chega ao serviço de saúde já muito doente. Entre 85% e 90% das pessoas acompanhadas no projeto vieram a óbito”.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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