AGRONEGÓCIO

Imea diz que produtividade da soja em Mato Grosso deve cair mais de 15%

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revelou uma realidade desafiadora para os agricultores do estado. De acordo com os dados apresentados, os primeiros resultados indicam uma produtividade consideravelmente inferior em comparação com as temporadas anteriores.

A projeção para a produtividade no estado foi revisada para 52,81 sacas por hectare, o que representa uma queda de 15,23% em relação à safra anterior e 1,44% em comparação com a estimativa prévia.

O IMEA aponta a escassez de chuvas durante o período crucial de desenvolvimento das áreas com soja de ciclos precoce e médio como principal responsável por esse cenário adverso.

A falta de umidade impactou negativamente o crescimento da oleaginosa, resultando no encurtamento do estágio de crescimento das plantas. Como consequência, houve uma diminuição no potencial reprodutivo, com queda de flores durante o período vegetativo e uma reduzida quantidade de vagens por planta.

No boletim semanal da soja em Mato Grosso, o IMEA enfatiza que, mesmo mantendo a área cultivada, a redução na produtividade terá um impacto significativo na produção estimada para a safra 2023/24.

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A projeção atual é de 38,44 milhões de toneladas, representando uma queda de 15,17% em relação à safra passada e uma diminuição de 1,44% em comparação com a estimativa anterior.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Aprosoja-MT diz como evitar problemas legais após incêndios nas lavouras

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Com a chegada do período mais seco do ano, os incêndios em áreas rurais voltam a figurar entre as maiores ameaças ao agronegócio em Mato Grosso. Mais do que combater as chamas, o produtor precisa estar atento à segurança jurídica: em muitos casos, o agricultor que já foi vitimado pelo fogo acaba sofrendo questionamentos e investigações indevidas sobre a origem das ocorrências.

A recomendação central da Aprosoja-MT é a profissionalização da resposta imediata ao sinistro. A percepção de que o produtor seria o causador das queimadas é um equívoco que custa caro, alerta Nathan Belusso, vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade. “Na prática, o produtor está entre os maiores prejudicados, já que o fogo compromete a fertilidade do solo, reduz a produtividade e coloca em risco lavouras, máquinas, animais e pessoas”, afirma.

Para se resguardar, a orientação técnica é clara e não admite improvisos. Assim que o foco é controlado, o produtor deve registrar um Boletim de Ocorrência (BO) detalhando data, hora e circunstâncias do início do fogo. A formalização em cartório, por meio de uma ata notarial, é considerada um diferencial jurídico, pois documenta com fé pública a situação da propriedade imediatamente após a passagem das chamas.

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O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, que enfrentou um grande incêndio em sua própria fazenda em 2020, destaca que o registro detalhado é a única forma de provar que a propriedade foi alvo e não a fonte do desastre. “Além dos danos imediatos, o fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo, afetando a matéria orgânica, a microbiota e a capacidade de retenção de umidade, fatores essenciais para a produtividade agrícola”, diz Cervo. Ele reforça que, durante o combate, todo registro — seja por fotos, vídeos ou depoimentos das equipes de brigada — deve ser centralizado para compor o dossiê de defesa.

A estratégia de defesa começa muito antes da primeira chama. O treinamento de brigadas próprias e o investimento em equipamentos de combate — como reservatórios, bombas costais e aceiros bem planejados — fazem parte da gestão de risco nas propriedades mato-grossenses. A integração rápida com o Corpo de Bombeiros e vizinhos de área também é um ponto de controle que, além de conter a propagação, demonstra a boa-fé e o empenho do produtor em proteger o ecossistema.

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A entidade reforça que, neste período de estiagem, a documentação é o braço direito do agricultor. Manter os protocolos das autoridades atualizados e o histórico da propriedade organizado não é apenas burocracia, mas a garantia de que o patrimônio e a reputação do produtor estarão protegidos contra eventuais acusações infundadas.

Fonte: Pensar Agro

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