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Genética garante o sucesso da pecuária de alto desempenho

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O melhoramento genético do gado desempenha um papel crucial na modernização da pecuária, permitindo selecionar e reproduzir animais com características desejáveis. Através da manipulação genética, os produtores têm a oportunidade de aprimorar o desempenho dos rebanhos, obtendo animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao ambiente em que são criados.

Essa técnica utiliza conhecimentos de genética e seleção para melhorar características essenciais dos animais, como ganho de peso mais rápido, qualidade da carne e eficiência alimentar. A seleção criteriosa dos reprodutores com base no desempenho e em informações genéticas possibilita aprimorar o rebanho de forma mais eficiente.

O aprimoramento genético não só aumenta a produtividade dos animais, seja em termos de leite, carne ou outros produtos, como também proporciona vantagens ambientais. Animais geneticamente superiores tendem a utilizar de forma mais eficiente os recursos disponíveis, o que resulta em menor quantidade de gases de efeito estufa emitidos e contribui para um manejo mais sustentável.

Além disso, a seleção genética permite que sejam desenvolvidos animais adaptados a condições ambientais específicas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da produção em diferentes regiões.

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A qualidade dos produtos também é beneficiada pelo melhoramento genético, permitindo aprimorar aspectos como o acabamento de carcaça, atendendo às demandas dos consumidores por alimentos de melhor qualidade e nutrição.

A pesquisa e a adoção de técnicas sustentáveis na pecuária são essenciais. A genotipagem precoce dos animais fornece dados valiosos para pesquisas em parceria com universidades e instituições como a Embrapa, buscando identificar fatores que contribuam para maior produtividade e eficiência na produção.

A busca por produzir de forma sustentável na pecuária é crucial não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para reduzir custos. A harmonia com a natureza traz benefícios econômicos, utilizando suas forças a favor da produtividade e do sucesso na atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

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A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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