AGRONEGÓCIO

Frio vai ser intenso no fim de semana e deve piorar a partir de segunda

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O frio deste fim de semana é apenas um prelúdio do que está por vir, segundo previsões do ClimaTempo. A partir da próxima segunda-feira (12.08), uma nova frente fria, considerada a mais potente do ano, promete derrubar as temperaturas “de verdade” em várias regiões do país, trazendo desafios para o setor agropecuário. Segundo o ClimaTempo, os termômetros vão despencar no Centro-Sul do Brasil, com destaque para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Essa queda acentuada na temperatura vai ser impulsionada por um ciclone que se formará na costa da região Sul, associado a uma massa de ar polar que vai se espalhar pelo país. Além das baixas temperaturas, há previsão de geada, neve e chuva congelada nas áreas mais altas do Sul, o que pode agravar ainda mais as condições de frio.

O alerta maior é para os pecuaristas, que devem se preparar para o frio intenso, principalmente no Centro-Oeste, onde o frio é menos comum. Os produtores rurais, especialmente aqueles com rebanhos, precisam redobrar os cuidados. A última frente fria significativa, entre junho e julho, causou a morte de  bois em Mato Grosso do Sul, um prejuízo significativo para os produtores. Para evitar novas perdas, é crucial garantir que os animais tenham abrigos adequados e reforçar a alimentação para ajudá-los a suportar o frio.

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Em toda a região estima-se que quase 3 mil animais tenham morrido de frio desde o fim do outono. A Embrapa Gado de Corte, sediada em Campo Grande (MS), divulgou um memorando com orientações cruciais para os pecuaristas de bovinos de corte no estado, visando minimizar os impactos causados pelo recente frio intenso.

Felizmente o ClimaTempo indica que o frio intenso deve começar a perder força já a partir de quinta-feira, quando as temperaturas começam a subir gradualmente.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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