AGRONEGÓCIO

Edição de fevereiro amplia presença internacional e discute industrialização

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A edição de fevereiro da Revista Pensar Agro consolida o movimento de internacionalização da publicação, que hoje circula em 57 países, em formato bilíngue, e acumula quase 13 mil acessos digitais nesta edição. O alcance reforça o posicionamento da revista como plataforma de análise estratégica voltada ao agronegócio brasileiro e às suas conexões globais.

O eixo central desta edição é a transformação estrutural do setor. O Brasil, tradicionalmente identificado como exportador de commodities agrícolas, passa a ocupar espaço mais amplo na cadeia de valor. O avanço da agroindústria, da bioenergia e de tecnologias associadas ao campo altera o perfil da economia regional, gera empregos permanentes e fortalece municípios do interior.

A publicação sustenta que o País deixa de atuar apenas como fornecedor de grãos in natura para ampliar sua presença em alimentos processados, biocombustíveis e soluções tecnológicas aplicadas à produção. Esse movimento, segundo a análise editorial, redefine o papel do agro no Produto Interno Bruto e amplia sua capacidade de gerar renda e encadear atividades industriais.

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Um dos destaques é a coluna de Isan Rezende, que aborda a atual crise no setor sucroenergético. O articulista aponta que a queda prolongada nos preços de açúcar e etanol evidenciou a vulnerabilidade de modelos excessivamente concentrados nesses dois produtos. A deterioração de margens e de geração de caixa, segundo ele, mostra que ajustes pontuais de mix produtivo não são suficientes para garantir estabilidade.

A defesa apresentada é de diversificação estrutural, com ampliação de portfólio para bioenergia, biogás, biometano e novas rotas industriais derivadas da cana-de-açúcar. A estratégia, argumenta, não deve ser vista como expansão circunstancial, mas como construção de resiliência em um ambiente global cada vez mais volátil.

A edição reúne ainda análises de colunistas que discutem tendências de mercado, inovação tecnológica e sustentabilidade. A proposta editorial mantém o foco em leitura crítica e independente, com abordagem voltada a produtores, empresários e lideranças do setor.

Com presença digital crescente e público internacional consolidado, a Pensar Agro amplia seu papel como veículo de reflexão estratégica em um momento em que o agronegócio brasileiro passa por mudanças estruturais profundas — tanto na forma de produzir quanto na forma de se posicionar no mercado global.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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