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Depois de um ano volátil, mercado do boi gordo encerra 2023 estável

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Depois de um ano de extrema volatilidade, que segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) a cadeia produtiva foi impactada nos âmbitos produtivo, sanitário, climático e econômico, a última semana do ano, o mercado do boi gordo apresentou preços estáveis.

De acordo com dados do Cepea, o boi gordo experimentou uma montanha-russa de preços ao longo do ano. No início de fevereiro, a arroba chegou a ser negociada acima de R$ 300, mas, até o final de agosto, despencou para valores abaixo de R$ 200. No entanto, ao se aproximar do término do ano, a arroba se estabilizou em torno dos R$ 250.

A manutenção dos valores é resultado de uma atividade comercial reduzida, impactada pelas férias coletivas nos frigoríficos e pelas escalas de abate já definidas para a primeira semana de janeiro.

Para o início de 2024, o desempenho das vendas de carne bovina nas festas de fim de ano pode influenciar o escoamento dos estoques. Uma venda abaixo do esperado poderá pressionar a redução dos preços, embora não se antecipe uma variação significativa na oferta de gado no curto prazo.

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No Oeste do Rio Grande do Sul, com escalas de abate cobrindo uma média de 7 dias, as cotações do boi gordo, vaca e novilha ficaram estáveis. Situação semelhante ocorreu na região de Pelotas, onde os preços também se mantiveram firmes durante a semana.

Encerrando com o Triângulo Mineiro, a semana finalizou sem mudanças nas cotações, refletindo a estabilidade do mercado na comparação diária.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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