AGRONEGÓCIO

Com R$ 116 bilhões em exportação, agro sustenta desempenho econômico

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O Rio Grande do Sul encerrou 2025 como o sétimo maior exportador do Brasil, com R$ 116,1 bilhões em vendas externas, resultado sustentado majoritariamente pelo agronegócio, que respondeu pelas principais cadeias exportadoras do Estado, mesmo em um ano marcado por perdas climáticas e ajustes na produção agrícola.

A liderança da pauta ficou com o complexo soja, que somou R$ 27,0 bilhões em exportações, seguido pelo fumo e seus produtos, com R$ 16,2 bilhões, e pelo conjunto das carnes, que alcançou R$ 14,6 bilhões ao longo do ano. Também tiveram participação relevante os produtos florestais, com R$ 6,5 bilhões, os cereais, farinhas e preparações, com igual valor, reforçando o peso direto do campo e da agroindústria no desempenho externo gaúcho.

Os dados constam no Boletim de Exportações, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O levantamento aponta que, apesar da posição de destaque no ranking nacional, o Estado registrou recuo de 1,9% nas exportações em relação a 2024, o equivalente a R$ 2,3 bilhões, movimento fortemente influenciado pela queda de 20,3% no complexo soja, que representou uma redução de R$ 7,0 bilhões, associada principalmente à estiagem.

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Em contrapartida, cadeias diretamente ligadas à produção agropecuária mostraram reação ao longo do ano. As exportações de carnes cresceram 15,4%, enquanto o fumo e seus derivados avançaram 11,1%, ajudando a compensar parte das perdas registradas na lavoura. No segmento pecuário, o aumento das vendas de carnes bovina e suína foi determinante para o resultado, apesar da leve retração nos embarques de carne de frango, impactados por restrições sanitárias pontuais.

No comércio internacional, a China manteve-se como principal destino dos produtos gaúchos, concentrando 22,5% do valor exportado, seguida pela União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Entre os parceiros, a Argentina destacou-se pelo crescimento expressivo, com exportações de R$ 8,1 bilhões, avanço de 36,4% frente ao ano anterior, impulsionado principalmente por máquinas, equipamentos e itens ligados à cadeia agropecuária.

Outros mercados também ganharam relevância. As exportações para Singapura somaram R$ 1,9 bilhão, com crescimento superior a 70%, enquanto a Indonésia registrou aumento expressivo, com acréscimo de R$ 2,0 bilhões, puxado por farelo de soja, fumo não manufaturado e cereais. Já as maiores retrações ocorreram nos embarques destinados à China, Coreia do Sul e Irã, reflexo direto da menor oferta agrícola e da redução pontual em algumas cadeias.

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Mesmo diante de um cenário de ajustes técnicos na produção e de adversidades climáticas, o resultado de 2025 reforça o papel do agro como pilar das exportações gaúchas, sustentando a geração de receita, renda e emprego no Estado. O desempenho evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à mitigação de riscos climáticos, ao crédito rural e ao fortalecimento da competitividade do produtor, garantindo previsibilidade para os próximos ciclos produtivos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor

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O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.

O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.

A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.

O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.

Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.

A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.

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Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.

Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.

Fonte: Pensar Agro

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