AGRONEGÓCIO

Colheita de café entra na fase final e exportações crescem 44%

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A colheita da safra 2024/25 de café no Brasil está avançando rapidamente, com 92% da produção já colhida até o final do último fim de semana. Este desempenho coloca a safra deste ano à frente do mesmo período de 2023, quando 86% da colheita havia sido finalizada, e também supera a média dos últimos cinco anos, que é de 89% para essa época do ano.

O café conilon está praticamente todo colhido, com 99% da colheita concluída. Este número é superior aos 96% registrados no mesmo período do ano passado e à média de 98% dos últimos cinco anos. Já para o café arábica, 88% da safra foi colhida, um avanço significativo em comparação aos 80% do ano anterior e à média de 85% nos últimos cinco anos.

Paralelamente ao avanço na colheita, o Brasil registrou um crescimento expressivo nas exportações de café em julho de 2024, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Durante os 23 dias úteis do mês, o país embarcou 3,371 milhões de sacas de 60 quilos de café em grão, com uma média diária de 146.566 sacas. Essa movimentação gerou uma receita total de US$ 831,658 milhões, com um preço médio de US$ 246,70 por saca.

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Comparando com o mesmo mês de 2023, a receita média diária obtida com as exportações de café subiu 61,5%, passando de US$ 24,529 milhões para US$ 39,618 milhões. O volume médio diário exportado também cresceu, registrando um aumento de 44% em relação ao ano anterior. Além disso, o preço médio por saca apresentou uma valorização de 12,1% em relação a julho de 2023, sinalizando um cenário positivo para o setor cafeeiro brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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