AGRONEGÓCIO

Brasil pode exportar tecnologias agrícolas para ajudar outros países

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O Brasil, com sua vasta experiência em agricultura tropical e tecnologias sustentáveis, está em uma posição única para liderar a transferência de conhecimento agrícola global, dizem especialistas em agronegócio.

O desenvolvimento de novas tecnologias no agronegócio brasileiro tem sido um dos principais motores para os altos índices de produtividade e a capacidade de cultivo durante todo o ano, posicionando o país como um dos principais produtores agrícolas do mundo.

A expertise em agricultura tropical, aliada à sustentabilidade, pode ser replicada em outras regiões, como China, Índia e África, que possuem um vasto território propício para o cultivo de alimentos e essa transferência de conhecimento pode não apenas elevar a produtividade agrícola, mas também contribuir significativamente para o desenvolvimento social e a segurança alimentar global.

Renata Miranda, secretária de Inovação e Desenvolvimento Sustentável, reforça que a América do Sul oferece mais oportunidades do que crises, especialmente com o Brasil presidindo o G20. “A região possui diversidade, extensas terras férteis, recursos naturais e tecnologias de alta produtividade”, afirma Miranda.

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Para alcançar a sustentabilidade e manter a competitividade nos mercados externos, a descarbonização da cadeia produtiva agrícola é vista como essencial pelos especialistas.

No entanto, alertam que, para que essa transferência seja eficaz, é necessário enfrentar desafios como a infraestrutura inadequada e as variáveis econômicas globais. Com investimentos estratégicos e parcerias globais, o Brasil pode não apenas fortalecer sua posição no mercado global, mas também contribuir significativamente para a segurança alimentar mundial.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

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A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

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Fonte: Pensar Agro

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