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Balanço mostra que Estado lidera exportações brasileiras de carne bovina

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O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) divulgou nesta sexta-feira (30.01) um balanço que confirma Mato Grosso como o principal exportador de carne bovina do Brasil em 2025. O Estado respondeu por 23,1% de todo o volume embarcado pelo país, consolidando sua liderança no comércio internacional da proteína animal.

Ao longo do ano, Mato Grosso exportou cerca de 978,4 mil toneladas de carne bovina, com destino a 92 países, em um desempenho considerado histórico pelo setor. O volume coloca o Estado à frente de São Paulo (833,8 mil toneladas), Goiás (508,1 mil), Mato Grosso do Sul (450,1 mil) e Minas Gerais (324,6 mil).

Segundo o Imac, o resultado reflete um ano de forte atividade da pecuária mato-grossense. Em 2025, foram abatidas aproximadamente 7,4 milhões de cabeças de gado, gerando uma receita próxima de US$ 4 bilhões com as exportações. O preço médio da tonelada ficou em torno de US$ 5,4 mil, evidenciando a valorização da carne brasileira em mercados estratégicos.

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Além do volume, o levantamento aponta uma mudança relevante no perfil dos destinos da carne produzida em Mato Grosso. A China manteve a liderança, concentrando 54,8% das compras, mas outros mercados ampliaram participação. A Rússia respondeu por 6%, o Chile por 4,85% e os Estados Unidos por 4,1% das importações ao longo do ano.

Para o Imac, essa diversificação é um sinal de maturidade do setor. “Embora a China continue sendo o principal destino, o crescimento de outros mercados mostra que Mato Grosso tem conseguido acessar países com diferentes exigências sanitárias e comerciais. Isso reduz riscos e amplia as oportunidades de valorização da carne mato-grossense no cenário global”, afirmou o diretor de Projetos do instituto, Bruno de Jesus Andrade, em nota.

Os dados também revelam diferenças significativas nos preços pagos conforme o mercado de destino. A União Europeia liderou os valores médios, com US$ 6.022,79 por tonelada, seguida pelo Oriente Médio, com US$ 4.250,79. Já a China, apesar de ser o maior comprador em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo dos mercados mais exigentes em termos de padrões sanitários e certificações.

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Na avaliação do setor, os números divulgados pelo Imac reforçam a posição estratégica de Mato Grosso no agronegócio brasileiro e evidenciam o avanço da pecuária estadual não apenas em escala produtiva, mas também em acesso a mercados de maior valor agregado, fator decisivo para a sustentabilidade econômica da atividade nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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