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Balança comercial brasileira registra superávit de R$ 30 bilhões em Julho

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A balança comercial brasileira alcançou um superávit de R$ 30,02 bilhões nas 3 primeiras semanas de julho, a, apesar de uma queda de 8,8% em relação ao ano anterior. As exportações tiveram um crescimento de 2,0% na comparação anual, somando R$ 116,09 bilhões, enquanto as importações aumentaram 6,4%, totalizando R$ 86,10 bilhões.

A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, avançou 3,8%, atingindo R$ 202,19 bilhões, conforme divulgado hoje (22) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do ano até a terceira semana de julho, as exportações cresceram 1,5%, alcançando R$ 1,059 trilhão. As importações subiram 4,2%, somando R$ 791,52 bilhões. Este desempenho resultou em um superávit de R$ 268,28 bilhões, o que representa uma queda de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A corrente de comércio também registrou crescimento, com um aumento de 2,6%, totalizando R$ 1,851 trilhão.

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Apesar da redução no superávit, o desempenho das exportações demonstra a resiliência do setor comercial brasileiro, impulsionado por diversas commodities e produtos manufaturados. Já o aumento nas importações reflete uma recuperação da demanda interna, evidenciando uma retomada econômica gradual.

Fonte: Pensar Agro

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Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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