AGRONEGÓCIO

Bahia Farm Show 2026 será apresentada amanhã na Fenagro em Salvador

Publicado em

Os preparativos para a Bahia Farm Show 2026 já começaram, e a organização vai aproveitar a abertura da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), neste domingo (30.11), para apresentar oficialmente a 20ª edição da feira. A divulgação ocorre em Salvador, mas o foco está muito além da cerimônia: trata-se de antecipar o funcionamento de uma das maiores engrenagens de negócios do agronegócio no país.

A Farm se consolidou como o principal evento do setor no Norte e Nordeste e um dos maiores do Brasil em geração de negócios. Em 2024, alcançou o recorde de R$ 10,949 bilhões em vendas, resultado que elevou o patamar do evento e ampliou sua visibilidade entre fabricantes, instituições financeiras e empresas de tecnologia agrícola. Em 2025, voltou a chamar atenção pela dimensão do público, registrando 162.370 visitantes ao longo da semana — movimento que pressiona a infraestrutura regional e, ao mesmo tempo, confirma o peso econômico da feira para o Oeste baiano.

Com a 20ª edição marcada para ocorrer entre os dias 8 e 13 de junho de 2026, em Luís Eduardo Magalhães, a expectativa é de que a combinação entre tecnologia, crédito, máquinas de grande porte e soluções para sistemas irrigados volte a movimentar cifras expressivas. A organização projeta a presença de mais de mil marcas expositoras, mantendo a tendência de expansão vista nos últimos anos e reafirmando a feira como grande polo de lançamentos comerciais para equipamentos agrícolas voltados às culturas de milho, algodão e soja — bases da economia regional.

Leia Também:  Nova fábrica e investimentos bilionários transformam Estado em “Vale da Celulose”

FENAGRO – Considerada a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, começa nesta sábado (29.11) e segue até o próximo dia 8, no Parque de Exposições da capital baiana. Trata-se de um grande polo de agronegócio, lazer e cultura, com expectativa de atrair até 200 mil visitantes e gerar cerca de R$ 120 milhões em negócios diretos — entre vendas de máquinas agrícolas, insumos, animais e contratos diversos.

No evento, o público encontra um mix amplo de ofertas: de equipamentos agrícolas de última geração a insumos, animais de diversas espécies, oportunidades de crédito, leilões, feiras de produtos da agricultura familiar, mostras de tecnologias, além de espaços de lazer, turismo rural, gastronomia e entretenimento — com atrações pensadas para toda a família.

Essa dinâmica de agronegócio, cultura e consumo coloca a feira como um dos momentos mais importantes do calendário agro no país. E é nesse contexto que a apresentação da próxima edição da Bahia Farm Show ganha significado: além de marcar o lançamento oficial da 20ª edição, ela sinaliza o início de negociações, planejamento de investimentos e organização de participação de expositores e compradores — pautas que definem os rumos da safra e das compras de insumos e equipamentos.

Leia Também:  36ª Abertura da Colheita do Arroz: depois do caos de 2024, setor busca retomada

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Inadimplência avança no agro e recuperações judiciais atingem pico histórico

Published

on

A inadimplência no crédito rural mais que dobrou em 12 meses e os pedidos de recuperação judicial (RJ) atingiram o maior nível da série histórica, refletindo o aperto financeiro no campo. Dados do Banco Central mostram que, em janeiro último, o índice de atrasos acima de 90 dias entre produtores pessoas físicas chegou a 7,3%, ante 2,7% no mesmo período do ano passado. Já as recuperações judiciais somaram 1.990 pedidos em 2025, alta de 56,4% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian.

O avanço ocorre em um cenário de margens mais estreitas, sobretudo em culturas como soja e milho, combinado com juros elevados e maior rigor na cobrança por parte de credores. Bancos, tradings e empresas da cadeia têm reduzido a tolerância com atrasos, o que tem levado mais produtores a buscar a recuperação judicial como forma de reorganizar dívidas.

Ao mesmo tempo, cresce no campo a atuação de escritórios especializados que passaram a oferecer a RJ como solução para o endividamento. Na prática, produtores com dificuldade de caixa são abordados e orientados a ingressar com o pedido, muitas vezes sem uma avaliação completa dos impactos sobre a continuidade da atividade.

Apesar de aliviar a pressão no curto prazo, a recuperação judicial tem trazido efeitos colaterais relevantes. O principal deles é a perda de acesso ao crédito, fator decisivo para o financiamento da safra. Sem capital para plantar, parte dos produtores reduz a área cultivada ou recorre ao arrendamento de terras como forma de manter alguma geração de renda.

Leia Também:  Ipea diz que crescimento do PIB do agronegócio, em 2023, será de 15,5%

O movimento atual está ligado, em grande parte, às decisões tomadas no ciclo de alta das commodities entre 2021 e 2023. Com preços elevados e crédito mais acessível, houve expansão da produção e aumento do endividamento. Com a reversão do cenário, juros mais altos e queda nas cotações, produtores mais alavancados perderam liquidez.

A recuperação judicial, que ganhou força no agro a partir de 2021, passou a ser utilizada tanto por produtores em dificuldade real quanto por aqueles que buscaram o instrumento como estratégia para renegociar dívidas. Esse uso mais amplo começa a gerar distorções e tende a perder força à medida que os efeitos práticos se tornam mais evidentes.

Apesar da alta recente, o número de RJs ainda é pequeno frente ao universo do setor. O Brasil tem cerca de 5 milhões de produtores rurais, sendo que aproximadamente 1,1 milhão acessam crédito. Ainda assim, o aumento da inadimplência já pressiona o sistema financeiro, encarece o crédito e eleva a seletividade para novos financiamentos.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores de mercado com falhas de política agrícola. “O produtor está pagando a conta de um ciclo mal calibrado. Tivemos incentivo à expansão em um momento de crédito farto, mas sem instrumentos suficientes de proteção quando o cenário virou. Faltou previsibilidade e gestão de risco na política pública”, afirma.

Leia Também:  Nova fábrica e investimentos bilionários transformam Estado em “Vale da Celulose”

Segundo ele, a forma como a recuperação judicial vem sendo difundida no campo também preocupa. “Criou-se um ambiente em que a RJ é apresentada como solução fácil. Muitos produtores entram sem ter clareza de que vão perder acesso ao crédito e comprometer a próxima safra. Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade”.

Rezende avalia que o problema tende a persistir ao longo de 2026, mas não caracteriza uma crise estrutural do agro. “O setor continua forte, competitivo, mas passa por um ajuste. O risco é esse ajuste ser agravado por decisões equivocadas, tanto no campo quanto fora dele. Sem crédito acessível e com custo elevado, o produtor perde capacidade de reagir”.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA