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Amaggi usa “Muvuca” para recuperar áreas degradadas

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Uma técnica conhecida como “Muvuca” – uma mistura de sementes de diferentes espécies e tamanhos – tem sido utilizada pela empresa Amaggi para recuperar a vegetação nativa em áreas degradadas.

Segundo a empresa, três de suas fazendas mato-grosseneses – Tanguro, Sete Lagoas e Primavera -, têm produzido 30 toneladas dessa sementes, o que permite recuperar cerca de 700 hectares anualmente. Além de beneficiar o meio ambiente, a Muvuca ainda gera renda para variados grupos, incluindo agricultores familiares, indígenas e quilombolas, comunidades agrícolas de 19 municípios, três Terras Indígenas, de diferentes etnias, e assentamentos de agricultura familiar que atuam como “coletores de sementes”.

A técnica da Muvuca, segundo explicam os técnicos da Amaggi,  envolve a semeadura direta nos biomas Amazônia e Cerrado, utilizando sementes nativas coletadas em ambientes rurais e urbanos. Por meio dela, há um enriquecimento do solo com uma mistura de espécies de adubação verde, pioneiras, secundárias e clímax. Essa mistura é aplicada no solo, preparado para a estruturação e controle de espécies indesejadas, permitindo que cada planta germine de acordo com o seu estágio no processo de regeneração natural da área.

Leia Também:  Rezende lembrou ainda que a FPA tem se dedicado a defender a integridade do processo legislativo, afirmando: “A atuação incansável da Frente Parlamentar da Agropecuária na defesa do Marco Temporal e na busca por equilíbrio entre os interesses envolvidos merece destaque. A recente ação da deputada Célia Xakriabá e do deputado Chico Alencar, juntamente com a resposta firme da deputada Silvia Waiãpi na Comissão de Povos Indígenas, evidencia a importância de garantir que as decisões sejam tomadas de acordo com os princípios e normas estabelecidos. A FPA desempenha um papel crucial ao assegurar que o processo legislativo seja conduzido de maneira ética e transparente, respeitando os interesses de todos os setores envolvidos.”

A fazenda Tanguro, em Querência, por exemplo, foi a primeira a receber a técnica em 2020, começando com sete hectares e expandindo devido aos resultados positivos.

Recentemente, entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro de 2023, a 4ª Expedição da Restauração Ecológica e da Rede de Sementes do Xingu foi realizada na Tanguro, onde aproximadamente 130 kg de sementes de cerca de 70 espécies de árvores nativas foram utilizadas.

A AMAGGI, referência no setor agropecuário, realizou essa parceria para ampliar a restauração em suas áreas e servir de modelo para outras propriedades. A fazenda Tanguro, com uma grande área de reserva legal, abriga uma diversidade impressionante de fauna e flora, catalogada em colaboração com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Atualmente, a Amaggi conserva um total de 137 mil hectares preservados e planeja estender a técnica para suas próximas propriedades, como a Fazenda Primavera em Primavera do Leste (MT) e Fazenda Carolinas em Corumbiara (RO).

Fonte: Pensar Agro

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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