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Horta escolar de Várzea Grande concorre a prêmio nacional de educação integral e sustentabilidade

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A horta sustentável da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Bianka Lorena da Rocha Capilé, localizada no Assentamento Sadia III, na zona rural de Várzea Grande, já promove mudanças de hábitos entre os alunos e contribui diretamente para as atividades desenvolvidas em sala de aula. A unidade funciona em período integral e oferece, além das disciplinas regulares do ensino fundamental, como Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, conhecimentos técnicos voltados à olericultura.

A professora Leidiana Moreira de Lima Santiago, que atua com turmas do 1º e 2º anos, destaca que os estudantes aprendem a ler a partir de imagens representativas associadas às experiências vivenciadas nas aulas de campo.

“As atividades realizadas tanto em sala de aula, durante o processo de letramento, quanto nas visitas à horta são aproveitadas como recursos pedagógicos, tornando o ensino mais prazeroso”, comentou.

Já o professor Marcos Soares de Moraes, responsável pelas turmas do 4º e 5º anos, trabalha temas relacionados à sustentabilidade, aos bons hábitos, à preservação ambiental e aos benefícios das plantas para a saúde.

“Abordamos todas essas temáticas e os alunos absorvem muito bem os conteúdos. Nosso objetivo é desenvolver nas crianças um olhar mais atento para o meio ambiente. Esse contato direto com a natureza desperta o interesse dos estudantes, que deixam de ser observadores passivos para compreender como as ações humanas impactam o planeta, tanto no curto quanto no longo prazo”, afirmou.

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A experiência desenvolvida pela unidade escolar está concorrendo a um prêmio nacional, e a expectativa da comunidade escolar é positiva.

“A escola se inscreveu para participar da seleção de experiências inspiradoras de gestão de projetos pedagógicos de educação integral em tempo integral. Para nossa surpresa, fomos selecionados e estamos concorrendo com dezenas de escolas de diferentes regiões do país. Só o fato de termos sido escolhidos já é motivo de comemoração. Estamos confiantes em um bom resultado e orgulhosos de representar Várzea Grande”, destacou a diretora da unidade, Eunice da Silva Araújo.

Segundo ela, a escola aguarda agora a seleção final das 25 experiências que integrarão o mapa nacional de práticas inspiradoras.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou a importância das atividades complementares para a formação dos estudantes.

“Todas as disciplinas ligadas às atividades extracurriculares são fundamentais para o desenvolvimento dos alunos e contribuem para o rendimento escolar. O ambiente escolar oferece inúmeras oportunidades para a formação humana, e nossa missão é incentivar iniciativas que fortaleçam esse processo”, afirmou.

Sobre a classificação da escola entre as experiências selecionadas, a secretária destacou o orgulho pelo reconhecimento.

“Estamos felizes por essa conquista. Só o fato de a unidade estar entre as finalistas já é motivo de celebração para toda a rede municipal de ensino”, completou.

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Construção coletiva

O coordenador da EMEB Bianka Lorena da Rocha Capilé, Gonçalo Souza Xavier, ressalta que a horta sustentável é resultado de um trabalho coletivo e que a iniciativa também tem inspirado a comunidade local.

“As práticas desenvolvidas na escola têm sido reproduzidas nas residências dos alunos. O Assentamento Sadia III concentra pequenos produtores rurais que utilizam o cultivo em suas propriedades para garantir a segurança alimentar e complementar a renda familiar”, explicou.

Segundo o coordenador, muitos estudantes já possuem familiaridade com o manejo da terra, o que facilita a participação nas atividades práticas.

“Muitos vivenciam essa realidade ao lado de suas famílias e levam para casa os conhecimentos adquiridos na escola, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos naturais e para a produção de alimentos mais saudáveis”, destacou.

Gonçalo também ressaltou que toda a produção da horta é destinada à alimentação escolar e que o excedente é distribuído à comunidade, fortalecendo os laços entre a escola e os moradores da região.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”

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Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto

Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.

“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.

Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.

A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.

Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.

A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.

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“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.

A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.

Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.

Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.

SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.

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“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse

Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.

E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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