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Seduc abre 116 vagas para pós-graduação em Inteligência Artificial na Educação

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) abriu processo seletivo simplificado para servidores efetivos interessados em participar do curso de Pós-Graduação em Inovação e Inteligência Artificial na Educação. A formação será realizada em parceria com a União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc).

Ao todo, serão ofertadas 116 vagas, distribuídas entre as Diretorias Regionais de Educação (DREs) e a Diretoria Metropolitana de Educação (DME), além de cadastro de reserva. Do total, 10% das vagas serão reservadas a pessoas com deficiência (PcD).

Podem concorrer servidores efetivos da Educação Básica, em exercício e com formação superior. O edital contempla professores em regência, técnicos administrativos educacionais (TAE), apoios administrativos educacionais (AAE), coordenadores pedagógicos, diretores escolares e integradores curriculares.

A iniciativa tem como foco ampliar a qualificação tecnológica dos profissionais da Rede Estadual, com ênfase no uso da inteligência artificial, dos recursos digitais e de metodologias inovadoras no ambiente escolar.

As inscrições serão feitas exclusivamente pelo Portal PAS/PSS da Seduc, conforme o prazo previsto no cronograma do edital. A seleção ocorrerá em etapa única, por meio da análise das inscrições apresentadas pelos candidatos.

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O curso terá carga horária mínima de 360 horas e será ofertado em formato híbrido. A programação prevê encontros on-line ao vivo às sextas-feiras e aos sábados, além de atividades assíncronas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Unifacc.

Os candidatos classificados serão convocados pelas respectivas DREs e pela DME para a efetivação da matrícula e apresentação da documentação exigida pela instituição responsável pela formação.

A Seduc alerta que informações incorretas ou documentos falsificados poderão resultar na eliminação do candidato, sem prejuízo da abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), quando cabível.

Para a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a formação dialoga com as mudanças já presentes no cotidiano das escolas e reforça a política de valorização dos profissionais da rede.

“A formação em inovação e inteligência artificial é fundamental para preparar nossos educadores para os desafios da educação contemporânea, fortalecendo práticas pedagógicas mais eficientes e alinhadas às transformações tecnológicas que já fazem parte da rotina escolar”, afirmou.

O edital terá validade até 31 de dezembro de 2026. As informações sobre cronograma, distribuição de vagas, critérios de seleção e orientações aos candidatos estão disponíveis no portal oficial da Seduc.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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