MATO GROSSO

Multinacional chinesa conhece potencial de MT para instalar fábrica

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Mato Grosso é um dos estados de interesse da Funfeng Group Limited, líder global em biofermentação, para a instalação de uma fábrica de US$ 400 milhões. O milho é a matéria-prima para a elaboração de goma xantana, aminoácidos e glutamato monossódico, que atendem as indústrias de nutrição animal, alimentos, bebidas, farmacêutica, petróleo, gás, dentre outros.

O diretor regional da empresa, Bao Xin, e consultor de engenharia, Ren Ping, estiveram na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) na tarde de quinta-feira (09.05), e disseram que o Brasil faz parte do crescimento da empresa, por ser um dos maiores produtores de milho do mundo. A China é a maior compradora do grão.

Além disso, a Funfeng busca diversificar a rede global de fornecimento, que já tem presença na Ucrânia e nos Estados, também grandes produtores mundiais de milho.

Eles têm interesse em implantar uma fábrica de fermentação biológica em uma área de 1000 m², com capacidade de processamento de 660 mil de toneladas de milho. A planta deve gerar cerca de 600 empregos diretos.

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Foi apresentado aos chineses que o Governo de Mato Grosso aplicou cerca de 20% da receita líquida em investimentos e isso se traduz em mais geração de emprego, o segundo maior do país em 2023, o terceiro estado em menor desigualdade de renda, maior produtor agropecuário do Brasil e o maior exportador brasileiro.

“Temos a construção de uma ferrovia em andamento, mais de 3,5 mil km de rodovias novas, estamos construindo 6 hospitais, mais novos aeródromos públicos, além de subsídio para as famílias comprarem casas populares. Tudo isso é importante e pesa na tomada de decisão do empresário ao fazer investimento no Estado, onde os funcionários terão acesso a saúde, educação e infraestrutura”, apontou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Terceira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do país, a ZPE de Cáceres, que está prestes a ser inaugurada, também é um atrativo econômico que despertou o interesse dos chineses. Dentre as vantagens de se instalar lá está a suspensão de impostos federais para produtos de exportação, além da redução de impostos municipais e estaduais, por meio dos incentivos fiscais.

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A comitiva dos chineses segue em viagem pelo Estado até sábado (11.05).

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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