A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou, nesta sexta-feira (29.5), em Cuiabá, o 1º Encontro de Fibromiálgicos de Mato Grosso. A iniciativa, promovida pela Superintendência da Pessoa com Deficiência, reuniu pacientes, profissionais de saúde, representantes de instituições e autoridades públicas em um importante momento de diálogo, conscientização e fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com fibromialgia.
O encontro representou um avanço no debate sobre a síndrome no Estado, promovendo informação, acolhimento e inclusão para quem convive diariamente com a doença.
Durante a programação, os participantes discutiram temas como diagnóstico precoce, acesso aos serviços públicos, direitos das pessoas com fibromialgia, tratamento multidisciplinar e qualidade de vida.
Representando a Setasc, o secretário adjunto de Direitos Humanos, Cristiano Nogueira, observou que o evento simbolizou um importante passo para ampliar o acesso à informação e fortalecer os direitos das pessoas com fibromialgia em Mato Grosso.
“Esse encontro representa um marco muito importante para fortalecer o debate sobre os direitos das pessoas com fibromialgia em Mato Grosso. Estamos dando visibilidade a uma causa que por muito tempo foi invisibilizada e reforçando a importância do acolhimento, da inclusão e do respeito à dignidade dessas pessoas”, disse.
A superintendente da Pessoa com Deficiência da Setasc, Thaís Paula, salientou a importância de garantir visibilidade e inclusão para todos os segmentos da sociedade.
Foto: João Reis
“Políticas públicas são fundamentais para que nenhum segmento da sociedade seja esquecido. E com a fibromialgia não seria diferente. Precisamos ampliar o olhar para essas pessoas, promover mais conscientização, fortalecer a rede de apoio e garantir que elas tenham acesso aos seus direitos, ao atendimento adequado e a uma vida com mais respeito e inclusão”, comentou.
A deputada federal Gisela Simona também participou do encontro e defendeu o fortalecimento das ações voltadas às pessoas com fibromialgia em Mato Grosso.
Foto: João Reis
“Esse encontro representa um avanço muito importante para debater, discutir e tratar de uma causa que precisa cada vez mais de atenção e sensibilidade. Falar sobre fibromialgia é falar sobre acolhimento, respeito, qualidade de vida e garantia de direitos. Precisamos ampliar esse diálogo para que mais pessoas tenham acesso à informação e ao suporte necessário”, avaliou.
O deputado estadual Doutor João, autor da lei que simplifica a emissão da carteira da fibromialgia no Estado, chamou atenção para a necessidade de ampliar a assistência às pessoas diagnosticadas com a síndrome.
“Nós precisamos de muita atenção com a fibromialgia. É importante agir. Nós parlamentares, junto com a sociedade, precisamos agir com rapidez e realizar um trabalho multidisciplinar para atuar nessa causa”, argumentou.
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O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência social destinado aos 142 municípios. O aumento de mais de 188%, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), fortalece a rede socioassistencial e garante mais autonomia e celeridade para que os municípios atendam as demandas locais.
Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ampliação dos investimentos atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a atuação dos municípios na execução das políticas públicas.
“Esta é uma ação coordenada pelo governador Otaviano Pivetta, que tem defendido uma gestão cada vez mais próxima dos municípios. O objetivo é garantir que os recursos cheguem diretamente a quem está na ponta, fortalecendo os serviços e ampliando a proteção social para as famílias mato-grossenses”, ressaltou.
Os recursos serão transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Assistência Social, ampliando a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas. Com o novo modelo, o Governo de Mato Grosso também repassará os valores destinados à aquisição e entrega de cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais agilidade para que as próprias prefeituras realizem a compra e a distribuição conforme as necessidades locais.
Klebson Gomes ainda destacou que a medida representa um avanço histórico para a política de assistência social em Mato Grosso.
“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios com mais recursos e mais autonomia para os gestores. Quem conhece a realidade das famílias e as necessidades de cada comunidade é o município. Com esse aumento expressivo do cofinanciamento, estamos ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.
Entre as principais novidades do novo modelo estão:
Ampliação do cofinanciamento estadual de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões por ano;
Repasse de recursos para aquisição e entrega de cestas de alimentos destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social;
Transferência direta dos recursos para os Fundos Municipais de Assistência Social;
Maior autonomia para os municípios aplicarem os recursos conforme as necessidades locais;
Possibilidade de investimento em proteção social básica e especial;
Fortalecimento dos serviços ofertados nos CRAS, CREAS e unidades de acolhimento;
Contratação e qualificação de equipes técnicas;
Concessão de benefícios eventuais, como auxílio-funeral e auxílio-natalidade.
A definição dos repasses foi construída a partir de critérios técnicos, considerando fatores como população inscrita no Cadastro Único, famílias em situação de vulnerabilidade social, porte populacional e estrutura da rede socioassistencial existente em cada município.
Com a ampliação do cofinanciamento, diversos municípios terão aumento significativo nos repasses. Em Cuiabá, por exemplo, os recursos passarão de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões. Já Chapada dos Guimarães terá os repasses ampliados de R`$ 264 mil para R$ 720 mil. Em alguns municípios, o crescimento poderá ultrapassar 500%.
A proposta será apresentada e pactuada com os municípios por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) antes da formalização do novo modelo de cofinanciamento.
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