MATO GROSSO

Governo alcança meta de 10,1 mil alunos matriculados em cursos técnicos integrados ao ensino médio em MT

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O Governo de Mato Grosso alcançou a meta de mais de 10,1 mil estudantes matriculados na modalidade de ensino técnico concomitante ao ensino médio. Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) garante que estudantes do ensino médio estejam cursando formação técnica profissionalizante de forma gratuita ainda durante a trajetória escolar.

Em 2026, com o início do ano letivo, foram matriculados 6.628 novos alunos na rede de educação profissional técnica, um aumento de 90,7% no quadro de estudantes em relação aos 3.475 alunos registrados em 2025. Dessa forma, a soma dos alunos de 2026 com os que já estavam matriculados nos cursos técnicos nos anos anteriores totaliza 10.103 atendidos pela modalidade em Mato Grosso.

De acordo com o superintendente de educação profissional e tecnológica da Seciteci, Éderson Andrade, o alcance da meta representa um avanço importante para a educação profissional no estado. “Trabalhamos de forma muito estratégica para ampliarmos a oferta de vagas e o resultado foi uma ótima aderência dos alunos, principalmente pela interiorização da oferta de cursos e pela diversidade de áreas atendidas”, ressaltou.

Estudante do curso técnico em informática da Etec de Água Boa, Letícia Nogueira conta que cursar uma formação profissionalizante intercomplementar ao ensino médio ajudou a aprimorar seus estudos.

“O curso técnico aprimorou meu conhecimento tanto dentro do ambiente escolar como no ambiente profissional. Eu curso informática desde o primeiro ano do ensino médio e, ao longo dos anos, eu vi o quanto isso é importante dentro do ambiente escolar. Eu fico muito feliz em saber que, assim que eu terminar o ensino médio, eu já vou estar capacitada para entrar no mercado de trabalho como técnica em informática”, relata Letícia.

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Com a expectativa da ampliação do número de alunos, a Seciteci ampliou a estrutura das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e passou a contar, pela primeira vez, com o funcionamento integral de 17 unidades. Para isso, foi realizada uma força-tarefa, bem como a revitalização das sedes em Alta Floresta, Barra do Garças e Tangará da Serra. Além disso, foram assinadas ordens de serviço para obras das Etecs de Sinop e Rondonópolis, previstas para iniciar ainda em 2026.

A aluna da Etec de Alta Floresta, Sofia Vidal, apontou os benefícios da nova estrutura. “Estamos felizes. A escola ficou muito melhor e essa modernização é muito importante para nós. Ter novos espaços, laboratórios e uma estrutura mais moderna faz toda a diferença para o nosso aprendizado, porque a Etec é o nosso presente e também o nosso futuro”, ressaltou.

Expansão do ensino técnico

A ampliação da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes tem sido fortalecida por meio do Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ). Com a contratação de professores bolsistas, o modelo possibilita que a Seciteci leve cursos para municípios e regiões onde não há unidades fixas das Escolas Técnicas Estaduais. Por meio desse formato, com a abertura de processos seletivos, a Seciteci consegue estruturar turmas fora de sede e atender demandas específicas de cada região, levando cursos alinhados às vocações econômicas locais.

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O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescancim, destacou que o programa tem papel essencial na expansão da educação profissional em Mato Grosso.

“O PEQ é uma ferramenta estratégica para levar qualificação profissional a todas as regiões do estado. A contratação de professores bolsistas vem permitindo que a Seciteci amplie a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, inclusive em municípios que não possuem unidades fixas das Escolas Técnicas Estaduais. Isso significa mais oportunidades, inclusão e preparação da população para o mercado de trabalho”, afirmou.

ETECs

Tendo como missão a oferta pública e gratuita de cursos de Educação Profissional e Tecnológica em todas as suas modalidades e níveis, a Seciteci oferta em suas 17 unidades de ensino diversos cursos técnicos nos mais variados eixos tecnológicos, com foco no atendimento às demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense.

Em 2026, serão formadas as primeiras turmas de cursos técnicos concomitantes intercomplementares ao ensino médio oferecidos em parceria com a Seduc. A estimativa é que cerca de 1.500 alunos concluam o ensino com dois diplomas: o de ensino médio completo e o de nível técnico.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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