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Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em homicídio em Comodoro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (12.5), a Operação Shootout, para cumprir mandados judiciais contra membros de uma facção criminosa responsáveis pelo homicídio qualificado de Ronaldo Pereira Molina. A vítima, de 31 anos, foi executada na madrugada de 13 de abril, em sua residência no bairro Loteamento Cidade Verde, em Comodoro.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em endereços localizados nos municípios de Comodoro e Pontes e Lacerda, incluindo um imóvel rural apontado pelas investigações como base logística da facção criminosa, utilizado para armazenamento de armas, munições e como ponto de apoio para a prática de crimes graves. Foram apreendidas porções de drogas ilícitas e aparelhos celulares.

As investigações apontaram o envolvimento de dois homens no homicídio de Ronaldo. O primeiro foi identificado como executor do crime, e o segundo, como mandante e liderança da facção criminosa local. Ambos não foram localizados durante a deflagração da operação nesta terça-feira (12.5) e são considerados foragidos.

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O crime

A operação investigou um homicídio perpetrado com requintes de frieza e planejamento. A vítima foi atingida por quatro disparos de arma de fogo calibre 9 mm, efetuados do exterior de sua residência, por meio da janela do quarto. Ronaldo dormia no momento da execução.

Após os disparos, o executor entrou no imóvel para confirmar o óbito, subtraiu o celular da vítima e fugiu pelos fundos do terreno, passando por uma construção abandonada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Comodoro, identificaram que o crime foi encomendado por um integrante de uma facção criminosa em razão de uma suposta traição: a vítima teria repassado munições ao grupo criminoso rival, conduta sentenciada com a morte pela facção. A ação envolveu planejamento prévio, divisão de tarefas e estrutura logística típica do crime organizado.

A materialidade do crime foi comprovada por imagens de câmeras de segurança, que registraram os disparos, vestígios balísticos coletados no local e depoimentos de testemunhas.

“A Operação Shootout representa mais um passo das investigações, que buscam elucidar os homicídios ocorridos na região. A Delegacia de Comodoro trabalha para localizar e prender os foragidos, identificar demais integrantes da facção criminosa, bem como possíveis conexões com outros crimes praticados pela mesma facção na região, com modus operandi semelhante”, afirmou o delegado Mateus Reiners.

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Fonte: Governo MT – MT

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CGE e PGE alertam que é vedada a distribuição gratuita de bens em ano eleitoral

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A entrega gratuita de bens, valores ou benefícios à população é proibida durante todo o ano de eleições. A orientação faz parte de cartilha elaborada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) com o objetivo de orientar agentes públicos do Governo de Mato Grosso sobre as condutas vedadas e permitidas nas eleições gerais de 2026.

A medida busca garantir a igualdade de oportunidades entre candidatos e evitar o uso da máquina pública para influenciar o eleitorado. A legislação é clara ao estabelecer que, em ano eleitoral, a distribuição gratuita de benefícios custeados pelo poder público é vedada independentemente de haver intenção promocional ou caráter eleitoreiro — ou seja, a simples prática do ato já configura irregularidade.

Condutas proibidas

Durante todo o ano de 2026, está proibida a entrega gratuita de bens, valores ou benefícios à população, exceto em situações específicas previstas em lei. Entre as principais vedações destacadas na cartilha estão:

  • Criar ou iniciar, em 2026, o pagamento de novos auxílios financeiros que não existiam ou não foram executados em 2025;
  • Distribuir cestas básicas ou outros benefícios que não tenham previsão legal e execução orçamentária anterior;
  • Entregar kits escolares, materiais de construção, sementes ou equipamentos agrícolas com identificação de candidato, partido ou qualquer elemento de promoção política;
  • Doar equipamentos inservíveis ou mercadorias apreendidas a associações ou pessoas físicas durante o ano eleitoral;
  • Celebrar convênios que prevejam a distribuição direta de bens à população, como premiações em eventos ou festivais;
  • Utilizar recursos públicos para aquisição de itens destinados à distribuição gratuita, mesmo que de baixo valor, como bonés, camisetas ou brindes;
  • Executar programas sociais por meio de entidades vinculadas a candidatos, como organizações mantidas ou associadas a eles, ainda que haja previsão legal.
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O que é permitido

A cartilha também esclarece que há situações em que a distribuição de bens e benefícios é permitida, desde que respeitados critérios legais rigorosos.

Entre as exceções, estão:

  • Distribuição gratuita em casos de calamidade pública ou estado de emergência devidamente reconhecidos, como ocorreu durante a pandemia da Covid-19;
  • Manutenção ou ampliação de programas sociais já existentes, desde que atendam a três requisitos: tenham sido instituídos por lei específica, possuam previsão orçamentária no exercício anterior e já estejam em execução antes do ano eleitoral;
  • Celebração de convênios e repasse de recursos para projetos nas áreas de cultura, esporte e turismo, especialmente quando há contrapartidas das instituições beneficiadas;
  • Doação de bens do Estado a outros entes públicos, desde que realizada até três meses antes do pleito (até 04/07/2026), sendo permitidos atos preparatórios para entrega posterior à população;
  • Doação de bens com encargo a municípios, como equipamentos para educação, desde que vinculados a programas preexistentes e com obrigações formais de uso e manutenção;
  • Transferência de equipamentos, como notebooks, para redes municipais de ensino, desde que caracterizada como doação com encargo e voltada à continuidade de políticas públicas já existentes.
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Atenção às regras

A CGE e a PGE reforçam que o descumprimento das normas pode resultar em responsabilização dos agentes públicos, incluindo sanções administrativas, eleitorais e até judiciais.

A orientação é que gestores e servidores consultem a cartilha sempre que houver dúvida e adotem postura preventiva. Se persistirem dúvidas, formalizar consulta à CGE ou à PGE.

Acesse AQUI a cartilha.

Fonte: Governo MT – MT

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