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Funcionários participam de palestra de violência doméstica

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Funcionários da empresa Trol Móveis de Aço, em Várzea Grande, participaram na última sexta-feira (08/05) de uma palestra do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência”, iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso voltada à conscientização de homens sobre a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A ação reuniu cerca de 70 trabalhadores e promoveu reflexões sobre masculinidades, relações de respeito e os impactos da violência de gênero na sociedade.Durante mais de uma hora, os trabalhadores acompanharam atentamente a apresentação conduzida por profissionais do Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, coordenado pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra.O empresário Heitor Trentin destacou que a empresa, fundada em 1984, mantém como princípio o cuidado com as pessoas e o bem-estar de seus colaboradores. Segundo ele, a área de Gestão de Pessoas promove regularmente palestras e orientações voltadas à melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho e também no contexto familiar.“Essa questão da violência contra a mulher está muito presente na sociedade, e nosso RH trouxe essa demanda sobre a necessidade de orientação. Foi quando buscamos o Ministério Público e hoje estamos vivendo este momento importante aqui. Fazemos um acompanhamento próximo dos funcionários. Temos um técnico em segurança que conversa, procura entender situações de faltas no trabalho, problemas familiares e tenta orientar e ajudar para evitar situações que possam levar à prisão e à desestruturação da família”, afirmou.A oficial de gabinete Rosimar Caetano abordou a construção das masculinidades e a imposição social do modelo do “homem forte”, que não demonstra sentimentos e acaba reproduzindo padrões de masculinidade tóxica, dificultando o reconhecimento das próprias emoções e o desenvolvimento de relações baseadas no respeito e na empatia.Também foram discutidos temas relacionados à saúde do homem, às expectativas sociais sobre o comportamento masculino e às consequências desse padrão nas relações interpessoais. As palestrantes ainda apresentaram informações sobre a criação da Lei Maria da Penha, seus mecanismos de proteção e os diferentes tipos de violência praticados contra as mulheres.A psicóloga Vastir Maciel explicou os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e apresentou números alarmantes de feminicídios em Mato Grosso, destacando os impactos dessas mortes sobre toda a estrutura familiar, especialmente para crianças e adolescentes que ficam órfãos em decorrência da violência.Os participantes, todos homens, também receberam esclarecimentos de que os homens já são protegidos pela legislação penal comum, diferentemente das mulheres, que enfrentam um contexto estrutural e histórico de violência, fator que justificou a criação da Lei Maria da Penha.Outro ponto destacado pela psicóloga foram as consequências sociais e profissionais para homens autores de violência doméstica e familiar. Além das medidas judiciais e da possibilidade de prisão, a prática da violência pode comprometer a imagem profissional e familiar do agressor.“Muitas empresas, inclusive, não aceitam em seus quadros funcionários com histórico criminal relacionado à violência doméstica. A Trol é uma delas”, ressaltou.A gerente do projeto, Maisa Magda Fernandes, destacou que a conversa com os homens no local de trabalho parte do entendimento de que o ambiente laboral é estratégico para a promoção de valores como respeito, igualdade e prevenção. “O trabalho se torna um ambiente potente para o diálogo e a mudança de comportamentos”, disse.Sobre o Projeto – “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino pela Não Violência” é uma iniciativa voltada a trabalhadores, empregados e colaboradores do setor empresarial, com o objetivo de conscientizar homens sobre a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.Desde seu início, em novembro de 2025, o projeto já contemplou 357 funcionários das empresas Carvalima, Nova Rota do Oeste, Energisa Mato Grosso, Águas Cuiabá e a Prol. A próxima palestra será realizada no dia 29 de maio para trabalhadores da Brita Guia, no Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Promotores de Justiça destacam provas e dinâmica do crime em júri

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Com foco na reconstrução da dinâmica do crime e na participação atribuída a cada acusado, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins conduziram, na manhã desta terça-feira (29), a primeira fase da instrução do júri que julga os denunciados pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá.Durante a oitiva da primeira testemunha de acusação, o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil, os representantes do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) buscaram detalhar aos jurados os elementos levantados ao longo da apuração do caso.Os questionamentos concentraram-se na dinâmica da execução do crime, no planejamento da ação criminosa e nos indícios que embasaram o oferecimento da denúncia contra os três réus levados a julgamento.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no homicídio. Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, por sua vez, é acusado de integrar a ação criminosa.Segundo o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, a instrução em plenário tem o objetivo de apresentar aos jurados as provas produzidas durante a investigação e ao longo da tramitação processual, permitindo a análise do conjunto de elementos que embasam a acusação.O promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou que o julgamento desta terça-feira está restrito à apuração da responsabilidade dos denunciados apontados como executores e participantes diretos da empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Samuel Frungilo informou ainda que permanece em andamento uma investigação complementar para apurar a eventual participação de outros mandantes no homicídio. Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal, o casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo é apontado como mandante do crime, sem prejuízo da continuidade das apurações acerca de possíveis envolvidos.Fotos:Josi Dias/TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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