Policiais militares do 6º Comando Regional apreenderam dois adolescentes, de 16 e 17 anos, por porte ilegal de arma de fogo, na noite desta quarta-feira (29.4), em Cáceres. Com os menores, identificados como membros de uma facção criminosa, foi apreendido um revólver de calibre 38 carregado com seis munições.
A dupla foi localizada após a PM receber denúncias sobre duas pessoas que estavam em atitude suspeita, no bairro Marajoara. Segundo as informações, os suspeitos transitavam em uma motocicleta vermelha, além de estarem supostamente armados.
Os militares seguiram até o bairro e iniciaram as buscas, encontrando os dois menores, com as mesmas características informadas. Os policiais fizeram abordagem e os adolescentes apresentaram bastante nervosismo.
Na busca pessoal, foi encontrado um revólver carregado com seis munições. Os policiais também apreenderam um celular quebrado e localizaram a moto, registrada na cidade de Cáceres, sem infrações veiculares.
Os dois adolescentes receberam voz de prisão e foram encaminhados para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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