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Justiça Restaurativa: parceria entre Judiciário e Educação Estadual é reafirmada em Rondonópolis

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, esteve presente e reafirmou nesta quinta-feira (23) a continuidade das práticas de Justiça Restaurativa na inauguração da Escola Estadual Cívico-militar Ramiro Bernardo da Silva, que oferece Ensino Fundamental (anos finais) e Ensino Médio regular nos turnos matutino e vespertino a cerca de 700 alunos, em evento que contou com a presença de várias autoridades civis e militares.

Representando o Judiciário, o juiz coordenador do Cejusc de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis disse que o evento serviu para oficializar que a Justiça Restaurativa segue como um pilar fundamental da unidade, operando de forma complementar ao modelo cívico-militar, demonstrando que a busca pela ordem e o respeito à hierarquia são plenamente compatíveis com o diálogo e a cultura da paz.

Também convidado para palestrar ao público presente, o magistrado coordenador do Cejusc falou sobre a importância da Justiça Restaurativa no contexto escolar, afirmando que a implementação do modelo cívico-militar na escola é salutar e não altera a dinâmica exitosa dos Círculos de Construção de Paz realizados há anos na escola.

“O Cejusc, independentemente do modelo escolar, está aqui em parceria institucional para oferecer um suporte muito importante. A Justiça Restaurativa, que já praticamos com muito sucesso aqui na Escola Estadual Ramiro Bernardo, é uma ferramenta de fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem. Ela auxilia o aluno a compreender a responsabilidade por seus atos, o que dialoga perfeitamente com os novos valores de disciplina e civismo da instituição cívico-militar”, afirmou o magistrado.

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O juiz ainda destacou que a presença do Judiciário dentro da escola funciona como uma ponte para a cidadania e que as práticas restaurativas continuam a contribuir diretamente para a manutenção da disciplina e para a resolução pacífica de conflitos no cotidiano escolar, beneficiando o processo de ensino-aprendizagem.

“Mudanças trazem consigo expectativas, dúvidas e, principalmente oportunidades”. Esta é a visão do coordenador pedagógico da Escola Estadual Cívico-militar Ramiro Bernardo da Silva, Bruno Richard Inez, que reforçou que a adoção do modelo cívico-militar, aliado aos princípios da Justiça Restaurativa, são capazes de promover ainda mais equilíbrio na escola.


“Nós já temos uma prática consolidada com escuta ativa por meio dos Círculos de Construção de Paz, espaços onde alunos podem falar, ouvir e reconstruir vínculos. Esses espaços continuarão existindo, porque são fundamentais para uma convivência saudável e para a formação integral dos nossos estudantes, sendo que esse novo modelo vem para potencializar o que já fazemos de melhor, sem abrir mão dos princípios que sustentam o nosso trabalho — o respeito, a escuta e o cuidado com cada estudante.”, completou.

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A servidora da Escola Ramiro e facilitadora do NugJur, Neurani Pereira da Silva, reforçou que a Justiça Restaurativa já faz parte do DNA da escola e que o modelo cívico-militar vai encontrar um terreno fértil para prosperar através dos círculos.

“Meu papel é criar espaços de diálogo onde cada estudante se sinta ouvido e respeitado. Ao logo desse processo, percebemos mudanças significativas no comportamento dos alunos, com mais empatia, responsabilidade, acolhimento, e a Justiça Restaurativa continuará contribuindo com isso”, disse.

Com a participação do Cejusc de Rondonópolis nesse novo tempo da instituição de ensino, o TJMT reafirma seu compromisso de continuar a levar a Justiça Restaurativa para além dos fóruns, transformando o ambiente escolar em um espaço de resolução de problemas e construção da paz.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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