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Segunda edição do ReciclaJud mobiliza o Foro da Comarca de Várzea Grande com competição sustentável

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O Foro da Comarca de Várzea Grande, do Poder Judiciário de Mato Grosso, deu início, na quarta-feira (1º), à segunda edição do ReciclaJud, iniciativa que une conscientização ambiental, engajamento institucional e impacto social por meio da arrecadação de materiais recicláveis.

A ação envolve todas as unidades judiciárias da comarca e propõe uma competição saudável entre equipes, com regras que garantem equilíbrio na disputa e incentivam a participação coletiva. A campanha segue até o dia 30 de outubro de 2026, com coleta de materiais como plásticos, papéis, alumínio, tampinhas, aerossóis e livros.

A dinâmica da competição prevê pesagem dos materiais na Central de Resíduos do foro, com acompanhamento dos participantes e envio de comprovantes, assegurando transparência ao processo. Além do volume arrecadado, os critérios consideram o impacto ambiental dos resíduos, com pontuação diferenciada, e o número de integrantes de cada unidade, garantindo equidade entre equipes maiores e menores.

Todo o material coletado será destinado à Associação de Catadores (ASMATS), a projetos de proteção animal e à Biblioteca Municipal, ampliando o alcance social da iniciativa.

Engajamento e consciência ambiental

“Estamos muito felizes e orgulhosos dos nossos servidores pelo lançamento da segunda edição do Recicla Jud. Nesta nova etapa, a expectativa é consolidar o Fórum de Várzea Grande como uma referência em sustentabilidade para a comunidade. O objetivo deste ano é fortalecer a sustentabilidade como uma prática permanente, incorporada à rotina. Também buscamos superar os resultados alcançados na edição anterior, ampliando o apoio às associações de catadores e às entidades de proteção animal e cultural da cidade. Um ponto importante do projeto é o modelo de pontuação, que garante igualdade de condições entre as equipes, independentemente do tamanho das unidades, estimulando a participação de todos”, explica o magistrado Ângelo Judai Junior, que também é diretor do Fórum de Várzea Grande.

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A expectativa para esta edição é de maior mobilização entre servidores e colaboradores. O assessor da 2ª Vara de Fazenda Pública, Ricardo Oliveira, destaca que a iniciativa tem estimulado a mudança de comportamento dentro e fora do ambiente de trabalho.

“A gente já vinha se preparando, juntando material e incentivando a equipe. Além de ajudar o meio ambiente, é uma forma de dar destino correto a coisas que muitas vezes ficam guardadas em casa. O mais importante é participar e contribuir”, afirmou.

Na Central de Reciclagem, a movimentação também deve crescer. A encarregada Alessandra Paula destaca que a competição fortalece o engajamento interno. “A competição aumenta o fluxo aqui e aproxima as pessoas. É uma oportunidade de ajudar o meio ambiente e ainda promover integração entre os servidores”, disse.

Para a gestora judiciária Maeve Laura, da 3ª Vara Cível, a iniciativa reforça a responsabilidade individual. “São atitudes simples que fazem diferença. Nesta edição, estamos mais unidos e conscientes do impacto que podemos gerar”, afirmou.

Resultados reforçam impacto da iniciativa

Os números da primeira edição demonstram o potencial da ação. Em 2025, mais de quatro toneladas de materiais recicláveis foram arrecadadas em seis meses. Ao longo do ano, com outras iniciativas ambientais, o volume ultrapassou 10 toneladas de resíduos destinados corretamente.

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Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o ReciclaJud fortalece práticas de consumo consciente, incentiva a destinação adequada de resíduos e contribui para a geração de renda a catadores e cooperativas.

Ao transformar uma competição interna em ação coletiva, o projeto evidencia como pequenas atitudes, quando somadas, podem gerar resultados expressivos para o meio ambiente e para a sociedade.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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