Tribunal de Justiça de MT

Novos magistrados participam de aula sobre Diretoria de Foro

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Foto horizontal em plano aberto que mostra novos magistrados sentados em um auditório, ouvindo palestra da juíza Hanae Yamamura, que está em pé à frente.Novas juízas e novos juízes que fazem o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) participaram de uma aula sobre Diretoria de Foro, com a juíza diretora do foro de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira, e sua equipe de gestores e assessores, no Fórum da Capital, nesta sexta-feira (27).

Maior comarca do estado, o foro de Cuiabá tem a competência de gerenciar o Fórum (onde trabalham mais de 1,5 mil pessoas), o Complexo dos Juizados Especiais, o Complexo da Infância e Juventude, além de 15 cartórios extrajudiciais, o que exige uma diretoria estruturada em sete eixos, com competências específicas, que foram apresentadas aos magistrados: Gestão geral, Gestão administrativa, Infraestrutura, Tecnologia da informação, Gestão judicial, Recursos humanos e Assessoria militar.

“Hoje, aqui no Fórum de Cuiabá, esses novos magistrados vieram para conhecer um pouco da estrutura que nós temos, logicamente, diferente daquilo que eles vão encontrar no interior, mas é importante que saibam aonde se pode chegar e também saber como eles, juízes de Direito, vão ser gestores das suas comarcas, tanto da estrutura do fórum, como a estrutura das varas, como se relacionar com seus servidores, com as demais instituições”, disse a juíza Hanae Yamamura.

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Foto horizontal em plano médio que mostra a juíza Hanae Yamamura proferindo palestra. Ela é uma mulher branca, de traços orientais, cabelos castanhos, lisos e soltos, usando blusa e blazer cor creme.Segundo ela, a aula foi dividida em duas partes: uma teórica e outra prática (que ocorrerá na próxima semana). “Tentamos fazer uma aula que não fosse somente teórica, porque eles vão ter que saber quais são as competências da Diretoria do foro, administrativas, de gestão, mas também conhecer na prática, verificar como é a estrutura, o que eles podem fazer para melhorar, cuidar e desenvolver melhor a jurisdição no interior”, explica.

Foto horizontal em plano médio do juiz Victor Hugo Sousa Santos falando ao microfone, em pé. Ele é um jovem branco, de olhos, cabelo e barba pretos, usando camisa branca, gravata rosa e paletó azul marinho.Para o juiz e diretor do foro de Vila Bela da Santíssima Trindade, Victor Hugo Sousa Santos, o tema da aula suscita dúvidas entre a maioria dos colegas de turma. “São aspectos que fogem à nossa experiência técnica, dogmática, do ponto de vista doutrinário do estudo que nós acumulamos para chegarmos aqui. Por isso, é superimportante termos uma visão com uma magistrada que tem larga experiência, que administra o conjunto de fóruns mais complexos do estado, que é a doutora Hanae. Essa aula tem sido muito proveitosa para todos. Ainda teremos mais dois encontros e acredito que sairemos daqui com uma alta bagagem para levarmos e, claro, colhendo a cada dia, com as nossas gestoras locais, aquilo que nós poderemos trazer na diretoria do foro”, disse.

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O juiz substituto da 1ª Vara de Porto Alegre do Norte e diretor substituto daquele foro, Lessandro Réus Barbosa, também pontua que a gestão administrativa do foro não faz parte dos estudos para ingresso na magistratura e elogia o cuidado do Tribunal em proporcionar esse conhecimento aos recém-empossados. “A aula começou hoje com esse tópico sobre a direção de fórum, sobre dicas em relação a liderança, a gestão dos servidores, a gestão do próprio equipamento, dos materiais. Então, é muito enriquecedor nesse sentido. Como é algo que a gente não tem uma preparação prévia, esse contato com alguém que já tem uma experiência e que traz essas informações para a gente, nos auxilia, nos orienta, dá o caminho para como a gente vai atuar diante da realidade de cada comarca. A gente sai muito mais seguro e mais preparado para a gestão do fórum”, avalia.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

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A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).
Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.
Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Um novo começo
Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.
“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.
A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.
“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.
O sonho do casamento
Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.
“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.
“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.
A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas
A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.
A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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