Tribunal de Justiça de MT

Escola vira espaço de escuta e reflexão sobre violência contra a mulher

Publicado em

Fachada da Escola Estadual Salim Felício. Prédio moderno com as cores azul, amarelo e verde. À esquerda, um grande ginásio azul com o brasão de Mato Grosso. Na entrada, letreiro branco sobre fundo azul e motocicletas estacionadas.Cerca de 70 estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Salim Felício participaram, nesta segunda-feira (16), de uma palestra sobre prevenção à violência contra a mulher. A atividade integra o projeto “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas”, desenvolvido pela equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), que intensifica as ações ao longo do Mês da Mulher, em março.

Sala de aula ampla com alunos uniformizados de azul sentados em bancos. À esquerda, o palestrante Cristian Pereira, de camiseta branca com a frase Voltado ao público adolescente, o projeto busca discutir a cultura do machismo, apresentar os cinco tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e estimular a reflexão sobre comportamentos naturalizados no dia a dia. Durante o encontro, foram apresentados dados nacionais, conceitos e exemplos práticos de violência contra a mulher, além de orientações sobre como identificar situações de risco e buscar ajuda.

Retrato de Maria Denise de Souza Carvalho. Mulher de pele clara, cabelos pretos e sorriso gentil. Ela usa brincos dourados e colares. O fundo é um corredor escolar iluminado e levemente desfocado.A diretora da escola, Maria Denise de Souza Carvalho, ressaltou que a palestra dialoga diretamente com a realidade vivida por muitos estudantes. “É muito importante, porque é um assunto que está acontecendo demais”, afirmou. Segundo ela, a escola frequentemente se torna o primeiro espaço onde sinais de sofrimento aparecem, muitas vezes de forma silenciosa.

A gestora relatou que já houve casos de automutilação identificados pela equipe escolar, além de episódios de assédio no ambiente familiar. Nessas situações, a direção aciona a mediação com apoio psicológico e, quando necessário, encaminha o caso ao Conselho Tutelar. Para Maria Denise, discutir o tema com os jovens é essencial para que compreendam os impactos da violência e possam fazer escolhas diferentes no futuro.

Leia Também:  TJMT celebra Acordo de Cooperação para preservação da memória institucional

Plano médio de Cristian Pereira. Homem de óculos e barba curta, usando camiseta branca da campanha contra a violência. Ele está com a mão levantada, em meio a uma explicação, com um banner educativo ao fundo.O assessor técnico multidisciplinar da Cemulher, Cristian Pereira, destacou que o projeto aposta na formação de consciência desde cedo. “Nós acreditamos que a mudança acontece a partir da educação”, afirmou. Ao citar o filósofo Pitágoras, reforçou que é preciso educar as crianças de hoje para não ser necessário punir os homens de amanhã. Segundo ele, a iniciativa percorre escolas da Capital, de Várzea Grande e do interior com o propósito de plantar sementes e transformar mentalidades.

Retrato de Matheus Kaleby. Jovem sorridente de cabelos castanhos, vestindo o uniforme escolar azul com detalhes verdes. Ele está posicionado no centro de um corredor escolar que se estende ao fundo.Entre os estudantes, o conteúdo provocou reflexão. Matheus Kaleby, 17 anos, do 3º ano, classificou os dados apresentados como alarmantes. “Ninguém no mundo merece ser machucado só por fazer algo que você não goste”, disse. Para ele, é lamentável que ainda haja pessoas que se sintam no direito de agredir ou tirar a vida de uma mulher. O aluno defendeu mudanças efetivas na segurança pública e torceu para que os índices de violência diminuam nos próximos anos.

Retrato de Ana Cristina Olímpio. Jovem de cabelos pretos, longos e bem cacheados. Ela sorri abertamente para a câmera, vestindo a camiseta azul do uniforme estadual. O corredor da escola aparece desfocado ao fundo.Ana Cristina Olímpio,15 anos, do 2º ano, afirmou que aprendeu novos conceitos durante a palestra e reforçou a importância do respeito. “Eu não acho certo uma mulher ser maltratada”, declarou. A estudante defendeu punições mais severas para agressores e ressaltou que as mulheres exercem papel fundamental na sociedade.

Leia Também:  Inventário de emissão de gases transformará dados em ações contra mudanças climáticas

Retrato de Cauê Alves Marrafon. Jovem de pele clara e cabelos curtos e escuros. Ele mantém uma expressão séria e direta para a câmera. Veste o uniforme escolar azul. O cenário de fundo é o corredor interno da instituição.Já Cauê Alves Marrafon, de 16 anos e também do 2º ano, disse que a palestra ampliou sua compreensão sobre os diferentes tipos de violência. “Não se deve bater em ninguém, principalmente em mulher”, afirmou. Ele convidou os colegas a refletirem sobre como se sentiriam ao ver a própria mãe sendo agredida, destacando a necessidade de respeito e cuidado nas relações.

Ao final, a avaliação foi de que o diálogo aberto dentro da escola é um passo importante para quebrar ciclos de violência e fortalecer uma cultura de respeito desde a adolescência.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Esmagis-MT completa 41 anos com balanço positivo de 99 ações pedagógicas no biênio 2025/2026

Published

on

Neste sábado (13 de junho de 2026), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebra 41 anos de criação (1985). A data marca também o balanço de quase 18 meses da atual gestão (biênio 2025/2026), período caracterizado pela continuidade das ações de formação e pelo fortalecimento das atividades pedagógicas voltadas aos juízes(as) e desembargadores(as), bem como aos profissionais que integram o sistema de Justiça e instituições parceiras.

A direção da Esmagis-MT é exercida pelos desembargadores Márcio Vidal, na função de diretor-geral, e Anglizey Solivan de Oliveira, como vice-diretora-geral (janeiro de 2025 a dezembro de 2026). A coordenação das atividades pedagógicas está sob responsabilidade do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, e a Secretaria-Geral é conduzida pela servidora Claudia Regina Duarte Bezerra Candia.

Ações formativas

De janeiro de 2025 a maio de 2026, a Escola realizou 99 ações pedagógicas, entre cursos, seminários, eventos e capacitações, totalizando 3.770 horas de formação.

Imagem de um homem de barba e cabelos grisalhos, que veste um terno cinza e olha para a câmera. Ele está em um ambiente externo com bastante vegetação ao fundo.O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, destaca que os resultados apresentados não devem ser compreendidos apenas em sua dimensão numérica, mas principalmente como expressão de um processo mais amplo de amadurecimento institucional. “Ao longo desses quase 18 meses de gestão, buscamos preservar a continuidade das ações já consolidadas pelos meus antecessores, ao mesmo tempo em que promovemos ajustes necessários para que a Esmagis permaneça fiel à sua missão formativa em um cenário de constantes transformações”, pontua.

“A formação do magistrado, em nosso tempo, exige muito mais do que a atualização técnica: impõe uma postura intelectual aberta, sensível às mudanças sociais, às inovações tecnológicas e às complexidades humanas que atravessam a atividade jurisdicional. A Escola tem procurado afirmar-se como um espaço de reflexão qualificada, voltado não apenas à transmissão do conhecimento, mas à construção de um pensamento crítico e de inequívoca responsabilidade.”

Programação pedagógica

A programação da Esmagis-MT manteve alinhamento com as diretrizes da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). No período, das 99 ações pedagógicas, foram realizados 19 cursos credenciados, correspondentes a 19% da programação. As atividades foram desenvolvidas nas modalidades presencial, híbrida, virtual e a distância (EAD), com o objetivo de ampliar o acesso à formação em todo o Estado.

A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, ressalta a relevância da diversificação das modalidades e os resultados alcançados pela instituição até o momento. “A Esmagis tem ofertado um ciclo de trabalho consistente, marcado pelo comprometimento institucional e pela busca permanente de aprimoramento. Mais do que números, esses indicadores revelam a consolidação de uma política educacional que vem sendo construída com seriedade, planejamento e atenção às reais necessidades da magistratura”, salienta.

Mulher de longos cabelos pretos fala ao microfone em um púlpito de madeira clara, vestindo um blazer cinza. Ao fundo, uma tela de projeção exibe imagens antigas em preto e branco. No canto inferior do púlpito, há um pequeno emblema azul e dourado com a inscrição parcial Segundo a desembargadora, cada ação desenvolvida, cada participação registrada e cada hora de formação realizada traduzem um esforço coletivo voltado ao fortalecimento da atividade jurisdicional e à valorização do saber como instrumento essencial à prestação da Justiça. “Esse conjunto de resultados também reflete o engajamento da própria magistratura, que reconhece na Escola Superior da Magistratura um ambiente confiável para o seu desenvolvimento profissional e intelectual. Trata-se de um movimento que ultrapassa a mera dimensão administrativa e alcança um sentido muito mais amplo: o de contribuir para a construção de um Judiciário cada vez mais preparado, consciente de seu papel e comprometido com as transformações da sociedade.”

Leia Também:  Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

Formação acadêmica stricto sensu

Em mais um ano, a Esmagis-MT manteve o apoio à formação acadêmica stricto sensu de magistrados(as), com participação em programas de mestrado e doutorado, em parceria com instituições de ensino superior. Atualmente, 19 magistrados integram programas de mestrado e 18 de doutorado.

O juiz coordenador das atividades pedagógicas, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressalta a relevância da iniciativa. “O incentivo à formação acadêmica stricto sensu representa um compromisso institucional com a qualificação aprofundada da magistratura. Trata-se de uma política que ultrapassa a capacitação imediata, ao estimular a produção de conhecimento jurídico e o desenvolvimento de uma atuação jurisdicional cada vez mais fundamentada e refletida.”

O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, um homem pardo de cabelos grisalhos e barba aparada vestindo terno e gravata escuros, concede uma entrevista para a TV Justiça.Conforme o magistrado, a participação de magistrados e magistradas em programas de mestrado e doutorado contribui para o fortalecimento do pensamento crítico e para a construção de soluções mais consistentes diante das demandas contemporâneas do sistema de Justiça. “Ao investir nesse tipo de formação, a Esmagis reafirma seu papel não apenas como espaço de ensino, mas como ambiente de reflexão, pesquisa e desenvolvimento institucional.”

Ampla participação

A política de formação continuada registrou resultados expressivos no período. Em 2025, o programa alcançou 77,43% do quadro da magistratura, com 247 magistrados e magistradas capacitados. Destaca-se o elevado nível de engajamento, que superou o número de participantes individuais e atingiu 942 participações, evidenciando a adesão recorrente a múltiplas ações formativas.

Professor Vlademir gesticula enquanto ministra aula em uma sala com alunos. Os alunos estão sentados em meia lua e prestam atenção ao professor.No primeiro semestre de 2026, a tendência se mantém consolidada, com 165 magistrados(as) já envolvidos em atividades ofertadas pela Esmagis, o que representa 47% do corpo funcional capacitado até o momento, somando 723 participações no período.

A secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, destaca a adesão às capacitações. “Mais do que um dado estatístico, esse engajamento dos magistrados e magistradas do Judiciário mato-grossense expressa o compromisso com o aprimoramento permanente e com a qualidade da prestação jurisdicional.”

Segundo a gestora, a participação registrada ao longo do biênio revela o reconhecimento da formação continuada como elemento indispensável ao exercício da jurisdição. “Os números alcançados refletem não apenas a procura pelas atividades promovidas pela Esmagis, mas também a credibilidade construída a partir de uma programação alinhada às necessidades da magistratura”, assinala.

Comunicação e presença digital

A presença digital da Esmagis-MT também foi ampliada no período, com forte produção audiovisual e jornalística voltada à divulgação de conteúdos jurídicos e institucionais. Ao longo do biênio, a Escola produziu 167 episódios de podcasts e programas temáticos, além de vídeos educativos e materiais para redes sociais, consolidando a comunicação como ferramenta estratégica de aproximação com a sociedade.

Cartaz digital para o 35º episódio de Entre os principais formatos, destacam-se o programa Por dentro da Magistratura, o podcast Explicando Direito, a série Entendendo Direito, a versão do Explicando Direito para o YouTube e o programa Magistratura e Sociedade, que abordam temas jurídicos de forma acessível e promovem o diálogo entre o Judiciário e a população. Os conteúdos foram produzidos com o objetivo de ampliar o alcance das ações institucionais, contribuindo para a difusão do conhecimento jurídico e o fortalecimento da confiança no sistema de Justiça.

Leia Também:  Audiência pública sobre demandas abusivas ocorre em uma semana; inscreva-se

A produção jornalística institucional também registrou crescimento, com a publicação de 571 matérias no site oficial (janeiro de 2025 a maio de 2026) e intensificação da presença nas redes sociais.

A Esmagis-MT registrou crescimento expressivo em sua presença digital no primeiro semestre de 2026. Os dados levantados pela Assessoria de Comunicação apontam avanço significativo nas principais métricas do Instagram institucional (@esmagismt), com destaque para o aumento de 46% nas interações com o conteúdo publicado em comparação ao mesmo período de 2025.

Entre 1º de janeiro e 8 de junho de 2026, as publicações do perfil acumularam 385,2 mil visualizações, crescimento de 10,1% frente ao desempenho registrado no ano anterior. No total, foram publicados 635 conteúdos, entre posts, Reels, carrosseis e stories, que juntos alcançaram mais de 210 mil contas e geraram 13,6 mil interações, incluindo curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. O perfil também conquistou 882 novos seguidores no período, fortalecendo a base de audiência da instituição nas redes sociais.

Segundo a assessora de Comunicação da Esmagis-MT, jornalista Keila Maressa, a comunicação é uma ponte essencial entre o Judiciário e a sociedade, contribuindo para a transparência e para a compreensão do papel da magistratura, além de ampliar o acesso da população a informações claras e confiáveis.

Pluralidade de conteúdos formativos

As ações formativas desenvolvidas pela Esmagis-MT contemplaram temas diretamente relacionados à atividade jurisdicional e às demandas contemporâneas, com abordagem em áreas como tecnologia, direitos fundamentais, políticas públicas e sustentabilidade, evidenciando a preocupação institucional em oferecer uma formação abrangente, atualizada e interdisciplinar.

Segundo o diretor-geral, a definição desses conteúdos decorre de um processo criterioso de identificação das necessidades da magistratura, em diálogo permanente com as transformações sociais e institucionais que impactam o exercício da jurisdição. “A estruturação da programação formativa parte de uma leitura atenta e sistemática das demandas que emergem da prática jurisdicional, buscando não apenas acompanhar, mas também antecipar os desafios impostos pelo cenário contemporâneo. Trata-se de uma atuação orientada por uma perspectiva estratégica, na qual o conhecimento é compreendido como instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Poder Judiciário.”

A pluralidade temática, explica o desembargador, não constitui apenas um dado quantitativo, “mas expressa uma concepção pedagógica comprometida com a formação de magistrados aptos a atuar com segurança, discernimento e responsabilidade diante da complexidade crescente das demandas judiciais.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA