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Serviços da Justiça chegam a bairros de Sinop e ampliam acesso à cidadania

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Quatro novos espaços de atendimento que aproximam a Justiça da população foram inaugurados nesta quinta-feira (5) em Sinop. Instalados em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), os Pontos de Inclusão Digital (PIDs) permitem que moradores de diferentes bairros acessem serviços judiciais sem precisar se deslocar até o fórum. A cerimônia contou com a presença de diversos representantes do Poder Judiciário e autoridades municipais.

A iniciativa busca ampliar o acesso à cidadania e facilitar o atendimento, especialmente para moradores que vivem em regiões mais afastadas ou que enfrentam dificuldades para utilizar ferramentas digitais. Ao levar os serviços para dentro das comunidades, a proposta é tornar o acesso à Justiça mais simples e próximo do cotidiano da população.

Os novos espaços funcionam como locais de apoio para quem precisa acessar serviços judiciais pela internet, mas encontra dificuldades com tecnologia ou deslocamento. A instalação dos equipamentos em bairros mais distantes do centro integra uma estratégia de interiorização do atendimento.

As unidades estão instaladas nos Cras Boa Esperança, Palmeiras, Paulista e Menino Jesus. Os espaços atendem de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h, oferecendo suporte para serviços como consulta de processos, participação em audiências virtuais e encaminhamento de demandas ao fórum.

Durante a inauguração, o desembargador Sebastião de Arruda Almeida destacou que a iniciativa faz parte de uma política institucional voltada a ampliar o acesso da população aos serviços da Justiça, especialmente em regiões mais distantes. “Esse é mais um trabalho que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem feito nessa linha de interiorização e de levar a cidadania a toda a população. Por isso, nós escolhemos, junto com a Prefeitura, esse serviço de Ponto de Inclusão Digital principalmente nos bairros, nas localidades um pouco mais distantes do fórum. Aqui a população poderá consultar processos, participar de audiências, registrar reclamações e receber atendimento online das secretarias, com o mesmo efeito de estar no balcão do fórum”, explicou.

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Para o desembargador Wesley Sanchez Lacerda, os Pontos de Inclusão Digital dialogam diretamente com o conceito de democracia e participação social na era tecnológica. “Hoje temos também um meio ambiente virtual, tecnológico, e isso está ligado ao conceito de democracia. A participação digital do cidadão é fundamental. Esses espaços permitem que a população tenha acesso amplo ao sistema de Justiça. Ao estar em um local como o Cras, que já é um centro de referência social, o cidadão também passa a ter acesso ao Judiciário. Essa é a finalidade: garantir inclusão digital e fortalecer a participação da sociedade”, afirmou.

A diretora do Foro da Comarca de Sinop, juíza Melissa de Lima Araújo, destacou que o crescimento acelerado do município exige novas estratégias para ampliar o alcance do atendimento judicial. “A implantação dos Pontos de Inclusão Digital representa um avanço importante na ampliação do acesso à Justiça. Sinop é uma cidade que cresce rapidamente e, com isso, surge a necessidade de ampliar o alcance dos serviços do Judiciário para atender melhor a população. Essa iniciativa foi construída em parceria com o município justamente para alcançar pessoas que muitas vezes encontram dificuldades de se deslocar até o fórum ou acessar plataformas digitais por conta própria”, disse.

De acordo com a magistrada, a escolha pelos Cras se deu pela proximidade com a população e pela facilidade de acesso, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade. “Esses espaços já são reconhecidos pela comunidade e permitem que o atendimento do Judiciário chegue mais perto de quem precisa”, completou.

A iniciativa também contou com o apoio da Prefeitura de Sinop. O vice-prefeito, Paulinho Abreu, destacou que o projeto surgiu a partir de uma solicitação da Justiça e foi desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social.

“Alguns meses atrás o desembargador Sebastião nos procurou com essa proposta. A Secretaria de Assistência Social trabalhou no projeto e hoje iniciamos a implantação desses pontos. Os Cras já são locais de atendimento à população e agora também poderão ajudar quem precisa acessar a Justiça ou participar de uma audiência”, afirmou.

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A secretária municipal de Assistência Social, Sineia Abreu, ressaltou que a parceria amplia os serviços disponíveis para a comunidade. “É um ganho para a população. Esse serviço será oferecido em todos os Cras, com apoio de estagiários da área do Direito, que vão auxiliar no atendimento. As pessoas poderão acessar processos, buscar informações e até participar de audiências pela internet. Estamos à disposição para que a população utilize esse serviço”.

O juiz Érico Duarte, coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, explicou que os pontos fazem parte de uma política pública voltada à inclusão digital no acesso à Justiça. “Com o avanço da digitalização, percebemos que uma das maiores dificuldades da população é justamente o acesso aos meios tecnológicos. O Ponto de Inclusão Digital busca resolver esse problema. A pessoa não precisa se deslocar até o fórum para uma audiência ou consulta processual. Ela pode ir até um desses espaços e receber todo o suporte necessário”.

Para o juiz Walter Tomás da Costa, da 3ª Vara Criminal, iniciativas como essa mostram a importância de transformar projetos em ações concretas. “Não basta apenas ter boas ideias, é preciso executá-las. O que buscamos aqui é garantir que algo útil para a população realmente funcione. Esperamos que o ponto de inclusão digital seja bem utilizado e permita que as pessoas acessem a Justiça com mais facilidade e dignidade”, afirmou.

Também estiveram presentes na inauguração o juiz Mário Augusto Machado, da 4ª Vara Criminal, e o juiz Cássio Luis Furim, do gabinete do 1º Juizado Especial.

Fotos: Suelenn Barbosa/Assessoria – Prefeitura de Sinop

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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