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TAC garante educação inclusiva em escolas privadas de Rondonópolis

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A 4ª Promotoria de Justiça Cível de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) firmou Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Colégio Leibniz e o Centro Integrado de Ensino (CIE), duas das maiores escolas privadas da cidade, para assegurar o cumprimento da legislação referente ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). A iniciativa integra o projeto estratégico do Ministério Público de Mato Grosso “Abraçando as Diferenças – uma escola para todos”, que busca garantir a inclusão de alunos com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação nas redes pública e privada de ensino.A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, gerente do projeto, explica que “assegurar a educação de qualidade, inclusiva e equitativa, com promoção de oportunidades de aprendizagem” é o objetivo estratégico da instituição na área de Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e do Estado Laico. Segundo ela, há um inquérito civil em andamento desde 2018 para verificar o cumprimento da legislação inclusiva. “Nosso objetivo é alinhar o atendimento educacional especializado por meio de acordos, garantindo que cada criança e adolescente tenha acesso a uma escola inclusiva, sem precisar recorrer ao Judiciário. A ideia é que todas as mais de trinta escolas particulares de Rondonópolis se adequem às normas e assinem o acordo extrajudicialmente com o Ministério Público”, afirmou.O TAC firmado estabelece medidas específicas para assegurar a educação inclusiva. Entre elas estão a criação de salas de recursos multifuncionais para o AEE, com professores capacitados para elaborar planos de ensino individualizados e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. O documento também prevê a disponibilização de profissionais de apoio escolar, responsáveis por auxiliar nas rotinas de locomoção, alimentação, higiene, comunicação e interação social.Além disso, o compromisso determina a adequação da infraestrutura física das escolas, incluindo rampas, plataformas de elevação, pisos táteis, carteiras adaptadas, banheiros acessíveis e vagas de estacionamento reservadas. Outro ponto tratado é a oferta de recursos pedagógicos e tecnológicos acessíveis, como materiais em braile, comunicação alternativa, intérpretes de Libras e tecnologia assistiva. O TAC ainda prevê a realização de formação continuada para professores e auxiliares, garantindo práticas pedagógicas alinhadas às normas nacionais e internacionais de proteção às pessoas com deficiência.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Webinar sobre letramento racial será nesta quarta-feira (29)

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Promover a reflexão sobre o racismo nas relações sociais e nas instituições é o foco do webinar que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realiza nesta quarta-feira (29), das 9h às 11h, em alusão ao Dia Internacional da Eliminação da Discriminação Racial. A atividade ocorre virtualmente, por meio da plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube (acesse aqui). A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.O objetivo do evento é promover o debate qualificado sobre o racismo estrutural e institucional, estimulando a reflexão crítica acerca das formas de discriminação racial presentes nas relações sociais, nas instituições e no sistema jurídico. Além disso, o webinar busca fortalecer a educação em direitos humanos, ampliar a consciência social e institucional e contribuir para a formulação de estratégias voltadas à promoção da igualdade racial e da justiça social.A programação prevê abertura oficial e a palestra “Letramento Racial”, que será ministrada pelo professor, jurista e pesquisador Adilson José Moreira. Doutor em Direito pela Universidade Harvard, o palestrante é vencedor do Prêmio Jabuti 2025, considerado o mais importante reconhecimento literário do país, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A obra “Letramento racial: uma proposta de reconstrução da democracia brasileira” conquistou o primeiro lugar na categoria Educação.O webinar terá ainda a participação da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Suely Dulce de Castilho como debatedora. Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela é pesquisadora, idealizadora e líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Quilombola (Gepeq-UFMT). O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, mestre em Direito pela Universidade Harvard, atuará como mediador.A atividade é destinada a membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, bem como ao público externo interessado na temática. Haverá emissão de certificado, com carga horária de duas horas, mediante assinatura da lista de presença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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