Tribunal de Justiça de MT

Semana de formação integra tecnologia, inteligência artificial e inovação na magistratura

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Encerrando mais uma semana com uma programação intensa de formação durante o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2026), os(as) juízes(as) substitutos(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso participaram, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, de um ciclo de aulas promovido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) que combinou temas estratégicos para a atuação contemporânea da magistratura.

As atividades, distribuídas entre a Sala Mangabeira, na Escola, e o Anexo Desembargador António Arruda, incluíram módulos sobre Tecnologia da Informação e das Comunicações, Inteligência Artificial aplicada à jurisdição, momentos de prática supervisionada conduzidos por magistrados tutores e o trabalho do Laboratório de Inovação do Judiciário (InovaJusMT). A formação é ministrada por desembargadores e juízes que integram o corpo docente da Esmagis, reforçando a preparação técnica e prática dos novos integrantes da carreira.

Durante o módulo de Tecnologia da Informação e das Comunicações, os magistrados destacaram que o aprendizado adquirido será aplicado diretamente nas unidades judiciais, fortalecendo uma atuação mais célere, responsável e alinhada às demandas contemporâneas. Conforme os alunos, o contato direto com essas ferramentas representa uma mudança concreta na rotina da magistratura, que passa a incorporar a inovação como parte essencial do trabalho jurisdicional.

A abertura do módulo foi conduzida pelo desembargador Luiz Otávio Oliveira Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que apresentou uma visão ampla do ecossistema tecnológico do Tribunal, incluindo sistemas próprios e plataformas do Conselho Nacional de Justiça. A capacitação funciona como etapa preparatória para o uso prático das ferramentas de IA, que serão exploradas em oficinas e atividades orientadas ao longo da formação.

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Também responsáveis pela aula, o desembargador Lídio Modesto da Silva Filho e o juiz Vinícius Paiva Galhardo reforçaram a importância do domínio dessas tecnologias, destacando que os novos magistrados ingressam na carreira em um momento de reconhecimento nacional das iniciativas de inovação do TJMT.

Laboratório de Inovação

Os novos juízes e juízas também conheceram, no dia 10, o trabalho do Laboratório de Inovação do Judiciário – InovaJusMT. A equipe, coordenada pela juíza Joseane Quinto Antunes, apresentou a história, a função e os serviços oferecidos pelo laboratório, responsável por iniciativas reconhecidas nacionalmente, como a ferramenta de inteligência artificial LexIA e o RecuperaJud. A magistrada destacou que o InovaJusMT atua na criação de soluções simples e eficazes para problemas reais da rotina judicial, sempre orientado por valores como empatia, criatividade, colaboração e ética.

Durante o encontro, os novos magistrados conheceram exemplos práticos de como o laboratório transforma ideias em melhorias para o serviço público, incluindo ações de linguagem simples e oficinas de design thinking. A juíza Joseane convidou os participantes a integrarem a rede de mais de 1.500 pessoas já capacitadas pelo InovaJusMT, reforçando que o espaço funciona de forma colaborativa e horizontal, apoiando magistrados e servidores na resolução de desafios cotidianos.

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Os novos juízes também relataram suas impressões sobre o trabalho do InovaJusMT. A magistrada Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa destacou como a atuação do laboratório já fazia diferença quando trabalhava na assessoria e como, agora na magistratura, percebe ainda mais claramente os efeitos positivos de ferramentas como o RecuperaJud. Já o juiz Victor Hugo Sousa Santos afirmou estar satisfeito em saber que poderá contar com o apoio do laboratório para desenvolver soluções alinhadas às necessidades das comarcas, reforçando que a participação ativa dos magistrados é essencial para aprimorar o serviço prestado ao jurisdicionado.

Formação completa

O Curso Oficial de Formação Inicial, credenciado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), combina aulas teóricas, estudos de caso, oficinas e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para levar às comarcas soluções tecnológicas já implementadas pelo Tribunal.

A proposta é desenvolver competências técnicas, éticas e gerenciais, permitindo que os magistrados atuem como multiplicadores do conhecimento em inteligência artificial e contribuam para uma prestação jurisdicional mais eficiente e conectada às necessidades da sociedade. A formação segue até abril.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Projeto-piloto acolhe estagiários e aproxima estudantes da realidade do Judiciário

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Foto horizontal que mostra a estagiária de Direito Lavínia Darc do busto pra cima, sorrindo, durante entrevista. Ela é uma jovem negra, de cabelos lisos, presos e presos em rabo-de-cavalo, olhos castanhos escuros, usando blusa azul clara e brincos.Começar um estágio em uma instituição do porte do Poder Judiciário é uma experiência cercada de expectativas, descobertas e desafios. Para os estudantes que atuam nos Juizados Especiais de Cuiabá, esse início de jornada ganhou um apoio adicional com o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, iniciativa piloto da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje).

A atividade reuniu 92 estagiários dos cursos de Direito, Tecnologia da Informação e Contabilidade que atuam nos Juizados Especiais e nas Turmas Recursais. A ação foi pensada para apresentar a estrutura do Judiciário, a segurança digital, orientar sobre rotinas de trabalho e facilitar a integração dos estudantes ao ambiente forense.

Para a estagiária de Direito Lavínia Darc, 21 anos, da Turma Recursal, o acolhimento facilita a adaptação ao ambiente de trabalho e amplia a compreensão sobre o funcionamento do Judiciário. “Eu acho uma recepção essencial e muito necessária para o estagiário. A mudança de ambiente pode gerar nervosismo e exige adaptação. Esse acolhimento ajuda a conhecer as pessoas, entender como funciona a instituição e compreender melhor o trabalho que vamos desenvolver. Na faculdade temos uma noção teórica, mas aqui conseguimos entender melhor como os setores se relacionam e como o trabalho de cada pessoa contribui para o resultado final.”

Foto horizontal em plano fechado do estagiário de Contabilidade Allan Rafael. Ele é um jovem de pele parda, olhos castanhos, cabelos castanhos, curtos e cacheados, usando óculos de grau, camiseta azul e sorrindo.Estagiário de Contabilidade, Allan Rafael Pinho, 19 anos, afirmou que o acolhimento facilita a adaptação dos novos integrantes. “Foi uma recepção muito boa. Recebemos orientações sobre o funcionamento das áreas e sobre onde buscar ajuda quando surgirem dúvidas. Como o Tribunal e o Fórum são ambientes muito grandes, esse acolhimento ajuda bastante quem está chegando.”

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O encontro foi conduzido pela diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, e contou com a colaboração da assessora do Daje, Graziela Cunha. Elas apresentaram a estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, o funcionamento dos Juizados Especiais, os sistemas utilizados no dia a dia das unidades e orientações relacionadas à segurança da informação e ao uso das ferramentas institucionais.

A gestora-geral do Complexo dos Juizados Especiais, Maria de Lourdes Duarte, e o gestor administrativo responsável pelo programa de estágio curricular remunerado e de estágio probatório da Comarca de Cuiabá, Thyago Henrique Pogianelo Mendes, abordaram aspectos relacionados à rotina e postura no ambiente de trabalho, regras do estágio e esclareceram dúvidas dos participantes.

“Hoje temos um número elevado de estagiários e eles representam uma força de trabalho muito importante. É fundamental que se sintam acolhidos, orientados e seguros para desenvolver suas atividades. Esse trabalho idealizado pela Corregedoria certamente vai render muitos frutos”, analisou a juíza dirigente do Complexo e da 3ª Turma Recursal, Valdeci Moraes Siqueira.

Foto horizontal que mostra a juíza Valdeci Moraes Siqueira falando ao microfone da TV Justiça, durante entrevista. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, na altura dos ombros, usando camiseta rosa. atrás dela, há um telão com um QR code projetado.A magistrada também relembrou o período em que foi estagiária e ressaltou a importância dessa fase para a formação profissional. “Tudo o que aprendi naquela época eu carrego até hoje. O estágio é uma experiência que marca a vida da gente. Por isso considero esse acolhimento tão importante para quem está iniciando a trajetória profissional.”

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A diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, explicou que a proposta nasceu da necessidade de aproximar os estudantes da instituição e facilitar a adaptação ao ambiente de trabalho. “É a primeira edição do acolhimento dos estagiários nos Juizados Especiais. A intenção é facilitar a jornada deles dentro do Poder Judiciário, mostrando onde eles estão, para que estão aqui e qual é o papel da unidade em que atuam.”

“Meu estágio ocorreu em 2005 e não havia nada parecido. Certamente teria sido um divisor de águas na minha vida profissional. Esse projeto busca oferecer esse abraço institucional para quem está começando”, disse ao recordar o início da própria trajetória profissional.

Foto horizontal que mostra a diretora do Daje, Shusiene Tassinari Machado, em pé, falando ao microfone para os estagiários que estão sentados. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros, lisos na altura dos ombros, usando blusa estilo colete bege de botões na frente. “O desembargador Lindote sempre veste a camisa junto com a equipe do Daje e permite que possamos colocar em prática projetos que fazem a diferença. Começamos de forma específica, mas sempre pensando em benefícios para todo o Poder Judiciário”, completou Shusiene ao agradecer ao corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, pelo apoio à iniciativa.

A expectativa do Daje é ampliar o projeto para outras unidades ligadas aos Juizados Especiais, fortalecendo a integração e a formação dos estudantes que iniciam a trajetória profissional no Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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