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Corregedoria apresenta sistema OmnIA de gestão de dados à comitiva do CNJ

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A equipe técnica do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, apresentou, na tarde desta quinta-feira (29), a ferramenta OmnIA à comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A apresentação foi realizada na sala de reuniões da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Participaram do encontro integrantes da comitiva do CNJ, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGEIA), o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, o coordenador da Corregedoria, João Gualberto Nogueira Neto, o diretor do DAPI, Guilherme Felipe Shultz, além de servidores do Poder Judiciário.
A visita institucional teve como objetivo conhecer o LexIA, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida internamente pelo TJMT e reconhecida como um dos principais projetos de transformação digital do Poder Judiciário. Nesse contexto, o DAPI apresentou o OmnIA, solução estratégica construída a partir de um amplo universo de dados institucionais, denominado Omni, que reúne ferramentas de Business Intelligence (BI) e analytics relacionadas à cadeia produtiva do Judiciário mato-grossense.
A apresentação técnica foi conduzida pelo servidor Uiller Prado, que explicou que a ferramenta integra dezenas de indicadores utilizados na gestão judicial, como as metas do CNJ, os critérios do Selo CNJ de Qualidade, nos eixos Produtividade e Qualidade de Dados, e indicadores da Corregedoria. Segundo ele, a consolidação e a interpretação desses dados por meio da inteligência artificial permitem identificar, de forma objetiva, os processos mais relevantes e prioritários para cada unidade judicial.
Durante a exposição, foi realizada uma demonstração prática do uso da ferramenta, evidenciando como o OmnIA auxilia magistrados e gestores na definição de estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à melhoria dos resultados das unidades.
O juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, destacou que a ferramenta surgiu a partir de uma necessidade identificada durante as correições. “Percebemos que muitos colegas tinham dificuldade em definir uma direção clara sobre quais processos deveriam ser impulsionados primeiro. O OmnIA simplifica essa análise e aponta os processos que mais impactam a taxa de congestionamento e o tempo de tramitação”, afirmou.
Integrante da comitiva do CNJ, o juiz Pedro Henrique Lima Carvalho elogiou a iniciativa e a inovação tecnológica do TJMT. “Fiquei impressionado com a ferramenta. Parabenizo o Tribunal, a gestão e, especialmente, a equipe de Tecnologia da Informação. Esse trabalho é um grande mérito da TI do TJMT”, ressaltou.
Concebido como ferramenta de apoio estratégico, o OmnIA amplia a capacidade do Judiciário de compreender e agir sobre seus próprios dados, sempre alinhado às diretrizes do CNJ. “O OmnIA não substitui pessoas, magistrados ou a responsabilidade humana. Ele potencializa a atuação do Judiciário ao tornar a gestão mais clara, objetiva e orientada a resultados, especialmente no apoio ao Primeiro Grau”, reforçou Uiller Prado, representando a equipe técnica.
A comitiva do CNJ é composta pelo desembargador federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e coordenador do Projeto Conecta, e pelos juízes Jeremias de Cássio Carneiro de Melo, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e Pedro Henrique Lima Carvalho, colaboradores do projeto.
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Autor: Assessoria de Comunicação

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Fotografo: Alair Ribeiro e Josi Dias

Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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No Dia Nacional da Adoção, casal realiza sonho da paternidade

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Dois homens sorridentes abraçam um menino de regata vermelha no centro, que faz bico para a foto. Eles estão em uma cozinha, posicionados em frente a uma geladeira cinza com fotos grudadas.O sorriso largo e espontâneo de uma criança de pouco mais de 1 aninho foi o sinal que faltava para o casal Magnus Costa e Gustavo da Silva Carvalho entender que a vida deles nunca mais seria a mesma. O menino, que agora tem quase 3 anos, correu ao encontro dos dois, abriu os braços e sorriu como se já os conhecesse havia muito tempo. Pouco depois, veio a palavra que transformaria para sempre aquela família: “papai”.

A história do casal ganhou um novo capítulo no dia 25 de maio, durante audiência de ratificação realizada pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Rondonópolis. A data, que coincidentemente é o Dia Nacional da Adoção, marcou oficialmente a consolidação jurídica da família e garantiu ao menino o direito de carregar, também na certidão, o nome de seus pais.

“Foi um dia de vitória. Cada dia que passava era um dia a mais sem o nosso filho estar oficialmente no nosso nome. Apesar da guarda provisória, existia ansiedade e receio de algo dar errado. Quando chegou a audiência, sentimos um alívio imenso”, contou Magnus.

Menino sorrindo em primeiro plano segura um bastão de bolha de sabão. Há uma bolha transparente inflada na ponta do arco. O fundo mostra árvores e uma rua residencial desfocadas.O sonho da paternidade começou antes mesmo da adoção entrar oficialmente nos planos. Magnus sempre teve o desejo de ser pai, já Gustavo passou a enxergar essa possibilidade após ouvir de amigos da família uma pergunta simples, mas transformadora: “Por que vocês não adotam?”. A partir dali o casal buscou informações, participou do curso preparatório promovido pelo Grupo de Apoio à Adoção de Rondonópolis (GAAR) e decidiu entrar para o Sistema Nacional de Adoção.

A espera, segundo eles, foi acompanhada de ansiedade, medo e esperança. Quando veio a ligação informando sobre a possibilidade de acolher a criança, a emoção tomou conta. “A notícia chega sem avisar. É uma decisão para o resto da vida. Tivemos medo, apreensão, mas também uma felicidade que palavras não conseguem explicar. Foi amor transbordando”, relembrou Magnus.

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O momento mais marcante da trajetória aconteceu logo nos primeiros dias de convivência. “Ele ainda falava pouco. Um dia, entrando na garagem de casa, ele olhou para nós e disse ‘papai’. Nós nos olhamos e começamos a chorar. Foi ali que sentimos, de verdade, que éramos os pais dele”, recordam.

A chegada do menino transformou completamente a rotina da casa, que foi tomada por brincadeiras, cuidados e tempo de qualidade em família. O casal decidiu criar o filho longe das telas e com foco em valores como respeito, amor, gratidão e educação.

Dois homens e um menino sentados em pedras escuras na natureza. À esquerda, homem de camiseta azul e boné; à direita, homem de camiseta vermelha; à frente, o menino sorridente sem camisa.“Tudo hoje é pensando nele. Queremos ensinar valores cristãos, éticos e humanos. Que ele aprenda a respeitar as pessoas, ajudar o próximo e entender que o amor é a base de tudo”, afirmaram.

Apesar do receio inicial sobre possíveis preconceitos relacionados à adoção por um casal homoafetivo, Magnus e Gustavo dizem ter encontrado acolhimento e carinho por onde passaram. “Nós treinávamos na cabeça como reagiríamos caso enfrentássemos algum julgamento. Mas fomos surpreendidos positivamente. Recebemos respeito, admiração e muito amor das pessoas”, disseram.

Além da construção da nova família, Magnus e Gustavo também fizeram questão de preservar um vínculo importante na vida do filho. O irmão biológico do menino também foi adotado por outra família em Rondonópolis, e o contato entre eles continua sendo incentivado pelos pais. As duas famílias se aproximaram ao longo do processo e mantêm uma relação de amizade, com visitas frequentes para que os irmãos possam conviver, brincar e fortalecer os laços afetivos.

“Nós fazemos questão de manter esse vínculo entre eles. Viramos amigos dos pais e estamos sempre juntos para que os meninos cresçam sabendo da história e da conexão que têm”, relatou o casal.

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O afeto venceu a burocracia

Para o juiz substituto da Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, histórias como essa ajudam a romper preconceitos e reforçam que o mais importante para uma criança é viver em um ambiente seguro e afetivo.

“O mais importante é a existência de um ambiente seguro, afetivo e estruturado. A felicidade e a segurança de uma criança não dependem do formato familiar, mas da qualidade do vínculo de amor, respeito e proteção oferecido no cotidiano”, destacou o magistrado.

Segundo ele, a legislação brasileira não faz qualquer distinção em relação à orientação sexual dos adotantes. “O Estatuto da Criança e do Adolescente não estabelece diferenciação entre famílias homoafetivas e heteroafetivas. O foco da Justiça é encontrar a família certa para atender às necessidades daquela criança”, explicou.

Antonio Bertalia também ressaltou o simbolismo da audiência realizada justamente no Dia Nacional da Adoção. “Ratificar uma adoção nesta data simbólica é a consolidação jurídica de que o afeto venceu a burocracia. Para a equipe do Tribunal, é a prestação jurisdicional em sua forma mais pura: transformar processos em famílias e garantir um recomeço seguro e definitivo para essas crianças”, afirmou.

Hoje, Magnus e Gustavo fazem questão de compartilhar a própria experiência para incentivar outras famílias a acreditarem na adoção.

“Tem muitas crianças esperando por amor e por um lar. Não desistam. Entrem na fila, façam o curso, confiem no processo. Nós somos prova de que dá certo”, disseram.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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