¿Policiais militares do 6º Batalhão prenderam uma mulher, de 40 anos, por tráfico ilícito de drogas, na manhã deste sábado (24.1), no distrito de Caramujo, em Cáceres. Com a suspeita, a PM apreendeu cinco quilos de substância análoga à pasta base de cocaína.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 6º BPM estava em patrulhamento pelo distrito e, ao passar próxima a um posto de combustível, viu uma mulher em atitude suspeita, que apresentou nervosismo com a aproximação da PM.
Diante da situação, os policiais iniciaram o procedimento de abordagem à mulher, que estava com uma mochila e afirmou estar indo em direção a Cuiabá. Os militares verificaram a mochila da suspeita e localizaram cinco tabletes de pasta base de cocaína.
Questionada sobre o material ilícito, a mulher afirmou que recolheu os entorpecentes por meio de um homem que conheceu em uma rede social. A suspeita ainda disse que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte da droga.
A mulher recebeu voz de prisão pela PM e foi conduzida, com as drogas apreendidas, para a delegacia de Cáceres para o registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para as demais providências.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).
A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.
“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.
A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.
No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.
Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.
“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.
A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.
“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.
As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.
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