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Judiciário contribui para ensino do combate à violência contra a mulher nas escolas estaduais

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Foto horizontal que mostra o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e a desembargadora Maria Erotides Kneip, sentado lado a lado, durante abertura da Semana Pedagógica. Ambos usam roupa social, calça e terno azul marinho. Ambos sorriem.Cerca de 330 mil estudantes das 628 escolas estaduais de Mato Grosso aprenderão sobre o combate à violência contra a mulher, ao longo de todo ano letivo de 2026, com apoio do Poder Judiciário, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça (Cemulher-MT), à Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19), durante a abertura da Semana Pedagógica da Seduc, evento que ocorre em Cuiabá e conta com a participação de mais de 10 mil profissionais da Educação de todo o estado.
“No ano de 2026, nós não vamos falar sobre o enfrentamento à violência contra a mulher só no ‘Agosto Lilás’. Nós vamos falar nos 200 dias letivos, dentro das nossas unidades. É um trabalho de parceria, é um trabalho conjunto. Quero agradecer a desembargadora Maria Erotides, que está apoiando o Estado junto ao Tribunal de Justiça”, disse o secretário estadual de Educação, Alan Porto.
Foto horizontal em plano fechado que mostra a desembargadora Maria Erotides Kneip e o secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, posando sorrindo para a foto. Ambos usam blazer azul marinho. Atrás deles, a imagem desfocada é de um grande auditório lotado. Segundo ele, o material didático já foi elaborado pela equipe da Seduc e os profissionais da rede de ensino estadual passarão por formações, durante a Semana Pedagógica, por meio de oficinas. Essas atividades serão conduzidas pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa e pelo juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, ambos das Varas Especializadas em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, entre esta terça e quinta-feira (20 a 22).
“Tenho certeza que isso vai ser muito importante para a gente ensinar o menino e a menina a reconhecer quando estiver numa situação de violência para, de forma preventiva, a gente ter condições de atuar antes que isso possa gerar uma agressão verbal, uma agressão física e até mesmo feminicídio”, avalia Porto.
Foto horizontal em plano fechado que mostra a desembargadora Maria Erotides, com semblante alegre. Ela é uma senhora branca, de cabelos longos, lisos e grisalhos, olhos castanhos, usando blazer azul marinho. A coordenadora da Cemulher-MT, desembargadora Maria Erotides Kneip ressalta que o fato do Poder Judiciário ser convidado a participar de uma Semana Pedagógica é algo inédito no país e que essa conquista é fruto de um trabalho que já vem sendo construído, por exemplo, por meio do concurso cultural “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, que ocorreu no ano passado nas cidades-polo de Cuiabá, Rondonópolis e Sinop, em parceria com as Secretarias de Educação do Estado e dos Municípios.
“No ano passado, fomos nós que convidamos a Secretaria de Educação para participar do projeto ‘A Escola Ensina, a Mulher Agradece’. Estivemos juntos visitando as Diretorias Regionais de Educação, fizemos formação de diretores, de gestores e de professores. E neste ano, para nossa alegria, o Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria da Mulher, foi convidado a participar da Semana Pedagógica. Isso é importantíssimo porque será inserido no currículo das escolas estaduais exatamente esse trabalho de prevenção, de enfrentamento à violência contra a mulher”, afirma.
Conforme a desembargadora, a participação mais efetiva da Cemulher junto à Educação é fundamental para atingir o objetivo de reduzir os casos de violência contra a mulher em Mato Grosso. “O verdadeiro enfrentamento se faz pela educação. Para a gente construir uma sociedade onde a mulher seja tratada de forma verdadeiramente humana e igualitária, é preciso que isso aconteça através da educação. Então, a nossa participação nessa Semana Pedagógica é uma alegria, é uma honra. Eu queria que todos os tribunais do país pudessem ser convidados, como Mato Grosso foi”, destaca.
Foto horizontal em plano aberto que mostra centenas de profissionais da Educação estadual sentados, participando da Semana Pedagógica. Todos usam camiseta azul clara com logomarca do evento. O vice-governador Otaviano Pivetta, que participou da abertura da Semana Pedagógica, enalteceu a união de esforços entre Executivo e Judiciário para abordar o tema da violência doméstica nas escolas. “Essa parceria com o TJ, na pessoa da desembargadora Maria Erotides, valoriza a nossa educação. E o tema da violência doméstica é realmente estrutural. A partir deste ano, fará parte do currículo escolar. E nós precisamos realmente fazer uma frente de ataque em todos os flancos para, de alguma maneira, debelar esse mal que assola Mato Grosso”.
A secretária executiva de Educação, Flávia Emanuele de Souza Soares, explica que, na prática, o tema da violência doméstica será trabalhado com os estudantes de forma transversal, ou seja, relacionando o assunto com as mais variadas disciplinas e envolvendo toda a comunidade escolar.
Foto horizontal em plano médio que mostra a desembargadora Maria Erotides Kneip em pé, falando ao microfone, no palco da Semana Pedagógica 2026. Ela é uma senhora branca, de cabelos longos e grisalhos, usando calça e blazer azul marinho. Atrás dela, aparece a logomarca da Semana Pedagógica 2026. “Nem sempre nossas crianças sabem o que é violência. Às vezes, o costume ou alguma coisa da convivência no seu ambiente familiar não dá a possibilidade deles discutirem sobre isso. Quando a gente vem com esse tema para o ambiente escolar, um ambiente livre de discussões, um ambiente com metodologia, o estudante pode ter acesso à informação e também pode levar isso para casa. Isso faz parte de um projeto de prevenção. E com o Tribunal nos apoiando desde o ano passado com essa parceria, nós conseguimos visualizar a mudança”, pontua.
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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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