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Documentário sobre memória e a tradição do Congo em Mato Grosso estreia no sábado (10)

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Idealizado para propagar e preservar a memória e a tradição do Congo em Mato Grosso, o documentário “Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo” estreia neste sábado (10.1), no Centro Espírita Pai Xangô, em Cuiabá, a partir das 19h. A entrada é gratuita. Aprovada no edital Fomento Audiovisual – Documentário Temático, edição Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), a produção retrata a história pouco conhecida do mestre da cultura popular, Toty, referência cultural no Congo e da religiosidade afro-brasileira em Mato Grosso.

O evento contará com uma roda de conversa com Mestre Toty e uma apresentação musical com as trilhas originais do curta, interpretadas pela cantora Jamila Amaral. Toty é um mestre da cultura popular, portador do saber ancestral da africanidade do quilombo de Mata Cavalo e da religiosidade do terreiro de umbanda.

A ancestralidade do mestre se tece entre os sons dos tambores e os passos cadenciados do teatro-ritual presente na prática da Dança do Congo, em Nossa Senhora do Livramento-MT. Por não se resignar, Toty constrói e reconstrói o Congo por meio do ensino oralizado ao formar o congo mirim. Ele sabe que as crianças servem para perpetuar o futuro do passado ancestral da cultura.

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O curta-metragem mergulha na vida desse mestre singular da cultura popular, um guardião do saber ancestral que floresce no quilombo de Mata Cavalo e ecoa nas cerimônias do terreiro de umbanda. “Apesar de se tratar de uma manifestação secular, o Congo do Livramento acaba não sendo tão reconhecido quanto deveria. Então, o documentário é de extrema relevância para a história e para a cultura local, sendo também uma forma de registro histórico”, ressalta o proponente do projeto e diretor do documentário, Claudio Dias.

Toty e o Congo

A relação de Toty com o Congo começou bem cedo. Em 1974, com apenas 6 anos, ele pediu à tia para aprender a dança, que mistura tradições africanas com o catolicismo. Naquele dia, o menino não dormiu, ansioso com o momento. Essa relação de euforia perdura até os dias de hoje.

Apesar de ser natural de Várzea Grande e atualmente morar em Cuiabá, foi em Mata Cavalo, comunidade quilombola localizada em Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá), que o Mestre manteve as raízes ancestrais. Em 1980, o então garoto mudou-se com sua família para o município, que reconheceu como lar.

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Para Toty, é uma conquista ter sua história registrada. “É a sensação de ter o trabalho, que levou décadas, reconhecido. Eu sempre digo que aprender a dançar o Congo qualquer um pode aprender. Mas ser dançante do Congo, espalhar a cultura e levá-la para onde ela deve ir é uma responsabilidade maior”, ressalta.

Serviço

Estréia do Documentário: “Terreiro Ancestral de Toty, o Rei do Congo”
Local: Centro Espírita Pai Xangô – Travessa 16, quadra 16, casa 23, no bairro Jardim Passaredo
Horário: A partir das 19h
Mais informações: @terreirodetoty

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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