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ReciclaJud consolida gestão de resíduos como compromisso permanente no Judiciário de Mato Grosso

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Foto colorida, na horizontal, que mostra uma mesa com vários troféus do Reciclajud. Os troféus são verdes e têm  o símbolo da reciclagem e a palavra ReciclaJud.A gestão responsável de resíduos vem ganhando protagonismo no Poder Judiciário de Mato Grosso ao se firmar como uma política institucional contínua, aliando sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e engajamento coletivo. Esse avanço se materializa por meio do ReciclaJud, iniciativa que deixou de ser uma ação pontual para se tornar parte do propósito diário da instituição.

A gestora-geral do Núcleo de Sustentabilidade do Judiciário de Mato Grosso, Jaqueline Schoffen, ressalta que o cuidado com os resíduos exige constância e mudança de cultura. “Quando a gente fala de gestão de resíduos, não pode ser um ato isolado. Não dá pra gente pensar em fazer separação de resíduos uma única vez, de falar de uma confecção uma única vez. É uma ação que precisa ser contínua, a gente precisa colocar isso dentro do nosso propósito diário”, afirmou.

Segundo ela, esse entendimento levou a Administração do TJMT a ampliar o alcance do projeto, transformando o ReciclaJud em uma iniciativa institucional permanente. “A gestão então abraçou a ideia de transformar o ReciclaJud numa ação institucional. Então ela agora não está mais prevista no calendário único de uma semana, pode ser estabelecida por todas as comarcas, por todos os eventos”, explicou.Foto na horizontal que mostra a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schofen, falando ao microfone. Ela é uma mulher branca, loira, usando blazer lilás.

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A edição realizada na sede do Judiciário neste ano evidenciou o envolvimento dos servidores e superou expectativas. “Encantei-me pelo engajamento de todos os servidores. A nossa expectativa, eu jamais imaginei que superaríamos com essa edição”, relatou.

Em apenas 30 dias, a arrecadação ultrapassou os números da primeira edição do projeto. “Em pouco tempo, em apenas 30 dias, superamos o que foi a primeira edição do ReciclaJud. Naquela oportunidade nós arrecadamos materiais eletrônicos e eletrodomésticos, que são muito mais pesados, e superamos a arrecadação aqui na sede só com papelão e plástico”, destacou.

Para Jaqueline, o resultado demonstra o impacto coletivo da iniciativa. “Significa que cada um de vocês contribuiu também para melhorar a renda da associação que faz a coleta dos nossos materiais”, completou. No total, foram quase dez toneladas de materiais recicláveis arrecadadas em apenas trinta dias.

Para além dos números, a gestora enfatiza o significado humano do ReciclaJud. “O ReciclaJud é um ato de cuidado, de amor. Em cada coordenadoria que eu passei, em cada gabinete, mencionei que a fé sem ação, não existe. Nós precisamos fazer algo”, disse.

Foto colorida, na horizontal, que mostra duas sacolas cheias de materiais recicláveis. Uma com tampinhas de plásticas e a outra com embalagens de desodorante aerosol.Ela também destacou o caráter solidário da ação neste período de fim de ano. “Eu sou muito feliz de poder dizer que estive nesta Casa, que sou uma servidora e tenho certeza que os nossos lares estão recheados de coisas boas. E o que nós podemos ainda fazer mais para o outro? A ideia é que pudéssemos proporcionar um Natal melhor para as famílias da associação beneficiada. Nós conseguimos”, afirmou.

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Ao projetar o futuro, Jaqueline reforçou que os resultados alcançados servem de estímulo para fortalecer ainda mais a política de sustentabilidade. “Vou falar para vocês um pouquinho da quantidade de material arrecadado, que acho que é importante vocês conhecerem, para que em 2026 a gente inicie ainda mais animados”, concluiu.

Todo material arrecadado será destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mato Grosso (Asmats), garantindo que o esforço coletivo se transforme em benefício direto às famílias de catadores.

Além de estimular práticas sustentáveis, a iniciativa também contribui para o Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS), reforçando o compromisso institucional com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 11, 12 e 13.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

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A advogada e presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Poxoréu (APAAP), Jennyfer Bathemarque, proferiu palestra com o tema “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, no primeiro dia do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direito das Pessoas com Deficiência”, na manhã desta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá. O evento conta com transmissão ao vivo e pode ser conferido no canal TJMT Eventos No YouTube.
Ela iniciou sua fala destacando que a judicialização é apenas mais um passo na vida das famílias atípicas, que enfrentam diversos percalços até chegar ao ponto de recorrer ao Judiciário para garantir direitos básicos, como acesso à saúde e educação por crianças com algum tipo de deficiência.
Compartilhando a realidade do município onde vive – Poxoréu (251 km a leste de Cuiabá), com pouco mais de 23 mil habitantes, Jennyfer Bathemarque exemplificou a situação de diversas famílias que carecem até mesmo de informação para lidar com o fato de ter um membro com algum tipo de deficiência intelectual ou mental, pois muitas delas reagem com vergonha e reclusão dos ambientes sociais.
“São grupos historicamente vulnerabilizados. Antigamente, esses grupos eram levados aos manicômios, eram tratados como pessoas à margem da sociedade. E ainda hoje existem famílias que têm esse estigma, que têm dificuldade em lidar”, disse, defendendo que a família não pode ter medo de exigir direitos porque eles são garantidos por lei. “Exigir um direito não é excesso, é exercício de cidadania”.
Dirigindo-se aos operadores do Direito, público contemplado no primeiro dia de programação do TJMT Inclusivo, a palestrante, que é mãe atípica e já precisou recorrer ao Judiciário para garantir tratamentos ao filho pequeno, ressaltou a importância da atuação profissional humanizada.
“Quando falamos de leis, estamos falando de pessoas. Então, quando falamos de direitos, falamos de direitos de pessoas. Quando falamos de processo judicial, falamos de pessoas. Embora, quando olhamos para o processo, nós vejamos números, documentos, por trás daquele processo há pessoas que precisam de resposta, que necessitam de algo. Então, todas as vezes que falarmos sobre inclusão, LBI, Lei Maria Berenice Piana, devemos pensar em pessoas. Quando pensamos em pessoas, tudo fica mais fácil porque você começa a se colocar no lugar”, afirmou Jennyfer.
A advogada pontuou como um dos motivos para a falta de concretização de diretos básicos das pessoas deficientes a falta de dados estatísticos oficiais mais detalhados sobre essa população. “A ideia é fazer a distinção para melhor destinar os recursos públicos”, afirmou. Ao final, ela apontou a judicialização como consequência. “O Judiciário vira porta de entrada para direitos básicos. Aquilo que o Estado deveria dar conta, o Judiciário está tendo que dar conta”, resumiu.
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TJMT Inclusivo – O primeiro dia de programação da capacitação contou com uma programação especialmente voltada aos operadores do Direito, como magistrados (as), promotores (as) de justiça, defensores públicos (as), advogados (as) e servidores (as), com palestras que buscam promover a reflexão sobre como a Justiça pode melhorar a vida das pessoas com deficiência, de que forma as decisões judiciais estão atendendo às demandas dessa população, gerando impactos práticos na efetivação de direitos básicos, como saúde e educação.
O evento é coordenado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e Igreja Lagoinha.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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