MATO GROSSO

Polícia Civil realiza 79 operações e prende 2.845 pessoas no combate à criminalidade na região sul de MT

Publicado em

A Polícia Civil, por meio das unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis, deflagrou 79 operações no sul do estado como parte das ações permanentes de enfrentamento à criminalidade. As iniciativas resultam de investigações que abrangem crimes como homicídios, tráfico de drogas, roubos, furtos e a atuação de facções criminosas.

A Regional contempla 15 delegacias, entre municipal e especializadas em Rondonópolis e delegacias de polícia das cidades de Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Dom Aquino, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Pedra Preta.

Ao longo do ano, as unidades policiais da Regional de Rondonópolis contabilizaram 2.845 prisões realizadas, 2.049 inquéritos instaurados, 3.239 relatados, além da apreensão de 767 veículos, 170 armas de fogo, 10.861 bens diversos, mais de R$ 774 mil em valores e mais de 3,4 toneladas de drogas incineradas.

A capacitação profissional foi uma das prioridades ao longo do ano, com a participação de servidores em cursos como Pistola Nível I e II, APH Tático, Operador de Drone, Polícia Comunitária, Introdução à Análise Financeira (CIAF), IPED, entre outros, buscando o constante aprimoramento técnico e operacional.

Leia Também:  Ager fiscalizou 168 ônibus intermunicipais durante a operação Embarque Seguro

No campo estrutural, foram entregues melhorias, como a inauguração da nova sede da Delegacia de Alto Garças e da Sala da Mulher em Alto Araguaia. Também foram realizados cinco mutirões policiais, que resultaram na conclusão de 252 inquéritos policiais.

Operações de destaque

Na área de homicídios, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)de Rondonópolis deflagrou operações como a Deianira, que resultou em 10 prisões relacionadas a investigação de crime de desaparecimento, homicídio e ocultação de cadáver, praticado por uma facção criminosa.

Outras investigações de destaque da DHPP, resultou na Operação Cemitério, com a localização de 11 corpos e a Operação Caronte, que cumpriu 23 mandados judiciais contra organização criminosa, envolvida nos homicídios das vítimas encontradas no cemitério clandestino.

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis realizou ações de grande impacto, como a Operação Impetus, com 15 prisões e 38 ordens judiciais contra facção criminosa; a Operação Desarme, que resultou na prisão de três pessoas por comércio ilegal de armas; e a Operação Nocaute, com o cumprimento de 11 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, totalizando 12 prisões.

Leia Também:  Governo de MT lança licitação internacional para implantação de novo Data Center

Outros destaques foram realizados pela Delegacia de Alto Araguaia, que deflagrou a Operação Kamikaze, com o cumprimento de 18 ordens judiciais e pela Delegacia de Jaciara, as operações Vitrine e Pedágio Zero, que resultaram em 10 prisões por crimes de furto, extorsão e tráfico de drogas.

O delegado Regional de Rondonópolis, Santiago Rozendo Sanches e Silva, destaca que os resultados refletem o trabalho técnico, integrado e contínuo das equipes, voltado à proteção da sociedade e ao fortalecimento da segurança pública.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Seleção masculina de MT conquista o 3º lugar na etapa nacional da Taça das Favelas

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata serpente que estava dentro de motocicleta

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA