A Polícia Civil realizou, nessa quinta-feira (11.12), a incineração de mais de 55 quilos de entorpecentes, resultado de apreensões relacionadas a diversos procedimentos investigativos conduzidos nos últimos anos no município.
A ação ocorreu em conjunto com representantes de órgãos de fiscalização competentes, seguindo as normas legais e ambientais para destruição de substâncias ilícitas.
Segundo a Polícia Civil, a iniciativa permitiu a eliminação de drogas antigas que estavam armazenadas e pendentes de decisão judicial, cuja destruição foi autorizada após representação formal da autoridade policial responsável. Tal procedimento, garante a redução de riscos relacionados ao armazenamento prolongado de materiais ilícitos, além de contribuir para a segurança das instituições envolvidas.
“A incineração é considerada etapa fundamental no combate ao tráfico de drogas, pois impede que os entorpecentes retornem à circulação criminosa e reafirma o compromisso das forças de segurança com a efetividade das ações repressivas. Além disso, ações como essa reforçam a importância da integração entre os órgãos de Justiça e Segurança Pública, garantindo maior celeridade e eficiência no cumprimento das determinações legais”, disse o delegado Danilo Rodrigues Barbosa.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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