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8ª Corrida do Fórum de Cáceres reúne 350 atletas e arrecada mais de 1,5 tonelada de alimentos

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A 8ª Corrida do Fórum de Cáceres, realizada no último sábado (29 de novembro), confirmou mais uma vez seu papel como um dos maiores eventos esportivos e solidários do município. A edição de 2025 reuniu mais de 350 participantes e alcançou um recorde de arrecadação, somando mais de 1,5 tonelada de alimentos não perecíveis, destinados a instituições e famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela Comarca.

A abertura oficial contou com o juiz diretor da Comarca, José Eduardo Mariano, e com a juíza da 4ª Vara Criminal, Raissa da Silva Santos Amaral, que participaram da cerimônia de hasteamento das bandeiras. A solenidade foi abrilhantada pela Banda Sinfônica do Comando de Fronteira Jauru, do Exército Brasileiro, cuja participação tradicional emocionou o público.

Durante a cerimônia, o juiz José Eduardo ressaltou o caráter transformador da iniciativa. “Este evento vai muito além da prática esportiva. Ele mobiliza a comunidade em torno da solidariedade, reforçando valores de união, cuidado e responsabilidade social. É motivo de grande alegria ver tantas pessoas participando e contribuindo para ajudar quem mais precisa”, destacou.

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Ação social e educação ambiental

O evento reuniu diversos parceiros que contribuíram para seu sucesso. A Polícia Militar Ambiental promoveu uma exposição educativa com animais taxidermizados, despertando a consciência ambiental. O biólogo José Aparecido também participou com a doação de mudas de árvores frutíferas, incentivando práticas sustentáveis entre os corredores.

A estrutura contou ainda com apoio da Patrulha Maria da Penha, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Departamento de Trânsito da Prefeitura de Cáceres, garantindo segurança e organização durante todo o percurso. A educadora física Leda Manzoli orientou atividades de aquecimento, enquanto o apresentador Esdras Crepaldi conduziu a programação com animação e dinamismo.

A oficial de Justiça, Mireni Costa, que participou da corrida, também avaliou positivamente a iniciativa. “A 8ª edição da corrida do Fórum foi um sucesso. A ideia de aproximar o Poder Judiciário de Mato Grosso da sociedade é excelente, na medida em que demonstra que sua preocupação não está somente em solucionar conflitos, mas em garantir a cidadania, assegurar a justiça social e promover qualidade de vida de forma consciente.”

Competição e resultados

Distribuídos em várias categorias, os atletas demonstraram alto nível de desempenho. Na categoria Geral Masculino, o vencedor foi Marlon Nascimento Cuiabano, com o tempo de 24min04s. Já na categoria Geral Feminino, a campeã foi Alice Carolina E. Navarro, que completou o percurso em 31min24s.

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A edição contemplou ainda as categorias: Geral Masculino e Feminino, Servidores da Justiça Estadual e Federal, Servidores do Ministério Público, Militares e Pessoas com Deficiência. Os cinco primeiros colocados da categoria geral receberam troféus, além de premiações especiais por faixa etária e subcategorias.

Evento consolidado

Desde sua criação, em 2016, a Corrida do Fórum tem se firmado como uma iniciativa que alia esporte, saúde, educação ambiental e solidariedade.

Na 7ª edição, realizada em 2024, a iniciativa arrecadou 1,5 tonelada de alimentos, que beneficiaram famílias em situação de vulnerabilidade da região. Já em 2023, a 6ª Corrida resultou na doação de uma tonelada de alimentos, evidenciando o comprometimento da comarca e da comunidade local com a solidariedade.

Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Juizados Especiais debatem atuação em grandes eventos e impactos da inteligência artificial

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Experiências que transformaram Mato Grosso em referência nacional no atendimento de grandes eventos no Juizado Especial e reflexões sobre os impactos da inteligência artificial na prestação jurisdicional dos Juizados Especiais foram temas debatidos nesta segunda-feira (15), na III Semana Nacional dos Juizados Especiais, realizado no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá. As palestras integram a semana de mobilização nacional promovida entre os dias 15 e 19 de junho, em todo o país.
A juíza do 7º Juizado Especial Cível, Patricia Ceni dos Santos, falou sobre o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos e como a unidade ao longo dos anos acompanhou a evolução da legislação esportiva brasileira. Ela contou que a unidade surgiu a partir da Recomendação nº 45/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), voltada à preparação dos estados para a Copa do Mundo, passou pelas mudanças trazidas pela revogação do Estatuto do Torcedor e pela criação da Nova Lei Geral do Esporte, em 2023, e chegou ao reconhecimento nacional ao ser referência para a Recomendação nº 662/2025 do CNJ.
“O diferencial do nosso Estado é que quando acabou a Copa do Mundo, o Governo se movimentou para que a Arena Pantanal não ficasse parada e passamos a receber inúmeros jogos de equipes importantes e grandes eventos. Havia uma demanda reprimida e o Juizado permaneceu ativo, enquanto outros Estados desativaram o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos”, contou.
Mulher de cabelos longos e escuros, vestindo blusa preta com detalhes em branco, gesticula com a mão esquerda enquanto fala ao microfone em um evento.A continuidade das atividades permitiu que o Juizado se aperfeiçoasse e acompanhasse as mudanças promovidas pela legislação. Um dos pontos destacados pela magistrada foi à Nova Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que passou a responsabilizar as torcidas organizadas. “Antes as torcida cobriam os rostos e os crimes ficavam sem identificação, agora com a nova legislação quando o membro que cometeu a infração não é identificado à torcida passa a ser punida”, disse a magistrada.
Patrícia Ceni também destacou que os casos de Direito do Consumidor estão entre as ocorrências mais comuns em grandes eventos. “Por exemplo, se a pessoa compra uma entrada no camarote e não tem acesso ao local, ou se promete determinados serviços e eles não são cumpridos, realizamos no local uma audiência de conciliação com o representante do organizador para resolver a situação. Nesse casos temos 100% de acordos atingidos”, pontua.
Outro exemplo apresentado foi a Sala Lilás, espaço criado em 2025, a partir do show do Guns N’ Roses na capital. Uma ação conjunta do Poder Judiciário e do Governo do Estado de Mato Grosso que oferece atendimento humanizado a mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade durante grandes eventos. “Um espaço de acolhimento, um ambiente humanizado, seguro e sigiloso. Se essa vitima precisar de uma medida protetiva posso deferir ali mesmo no local. E depois o processo é encaminhado à vara de violência doméstica”, detalhou.
Para a magistrada, o Juizado do Torcedor e Grandes Eventos garante uma resposta rápida e efetiva, com análise célere dos fatos, concessão de medidas de urgência quando necessárias e garantia de proteção a vítima no próprio evento. “Asseguramos dignidade, segurança e efetividade da tutela jurisdicional”, finalizou Ceni.
Em seguida o painel “Entre Algoritmos e Humanidade: o Futuro dos Juizados Especiais” reuniu para um bate papo o juiz titular do 4º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Antonio Horácio da Silva Neto e o presidente da Comissão de Inteligência Artificial da OAB-MT, Daniel Roque Sagin.
Ao abrir a discussão, o magistrado observou que a sociedade atravessa uma nova transformação histórica. “Passamos pela revolução agrícola, pela revolução industrial e hoje estamos vivendo uma revolução algorítmica. A própria pergunta sobre o que é justiça passa a exigir novas reflexões”, afirmou.
Daniel Sagin destacou que a inteligência artificial alterou a forma de trabalhar dos operadores do Direito e chamou atenção para o que ele chama de vieses algorítmicos.
“As IA’s são treinadas a partir de informações produzidas por seres humanos. O juiz tem um viés, o advogado tem um viés e as ferramentas também têm, porque foram treinadas por humanos. Se dermos um prompt com dados de quando as mulheres não tinham direitos ou não existiam leis trabalhistas, a resposta da ferramenta será diferente quando fizermos uma pergunta relacionada a qualquer questão trabalhista”, observou.
O advogado ressaltou que a inteligência artificial já produz ganhos significativos de eficiência para advogados e magistrados. Segundo ele, as ferramentas permitem reduzir o tempo gasto com tarefas repetitivas e ampliar a dedicação às estratégias jurídicas e ao atendimento dos clientes.
“Antes, grande parte do tempo era consumida em pesquisa de legislação, jurisprudência e análise de processos. Hoje a inteligência artificial pode auxiliar nessas atividades e permitir que o profissional dedique mais tempo à estratégia e à solução dos problemas apresentados pelo cliente”, detalhou.
Para o juiz Antonio Horácio, a tecnologia deve servir como instrumento de apoio, mas jamais substituir a análise humana dos conflitos. “A jurisdição não nasce de números. Ela nasce de uma necessidade, de uma dor. E as máquinas não estão preparadas para vivenciar isso”, afirmou.
O magistrado destacou que ao mesmo tempo em que se busca celeridade, a Justiça não pode perder de vista a finalidade para a qual foi criada. “Não podemos transformar o jurisdicionado em um simples número. A tecnologia que auxilia o juiz é bem-vinda, mas jamais poderá substituir a consciência decisória e a humanização que fazem parte da atividade jurisdicional”, destacou.
Apesar dos benefícios, ambos defenderam a necessidade de capacitação permanente. Daniel Sagin afirmou que compreender conceitos relacionados à inteligência artificial será indispensável para os profissionais do Direito nos próximos anos. “Mais de 50 mil ferramentas de inteligência artificial estão disponíveis atualmente. Quem não dedicar tempo para compreender como elas funcionam corre o risco de ficar para trás”, alertou o advogado.
Ao encerrar o painel, o juiz Antonio Horácio reforçou que o futuro dos Juizados Especiais passa pelo equilíbrio entre inovação tecnológica e valores humanos.
“Podemos ter uma Justiça fria, automatizada e estatística, ou uma Justiça tecnologicamente eficiente, mas profundamente humana. Os algoritmos podem auxiliar, mas jamais substituir a consciência do magistrado. A verdadeira inteligência da Justiça continuará sendo humana”, concluiu.

Autor: Larissa Klein

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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